Farmácia Calvário
Farmácia Calvário
Precisa de ajuda?
O nosso conselho

Registe a nossa newsletter

Para receber todas as novidades, lançamentos e campanhas
@

Animais de companhia - escolha o seu...com cuidado

 Animais de companhia - escolha o seu...com cuidado

 

Alguns estranhos bichos, como aves, répteis, peixes e pequenos mamíferos, tornaram-se muito populares como animais de companhia. Os seus donos dizem que dão menos trabalhos e são menos exigentes que os clássicos gatos e cães. O pior são os problemas de saúde que podem criar.

De vez em quando lá se ouve falar de crianças que contraíram salmonelas ou outras pequenas infecções por intermédio dos seus pequenos companheiros de quarto. Devemos ficar preocupados? O melhor é recordar que estes hipotéticos problemas podem sempre ser prevenidos com medidas simples e um pouco de bom senso. As doenças que passam dos animais para os homens podem contrair-se por meio de mordidelas ou arranhões, ou pelo contacto com as fezes ou a saliva. Os animais podem lamber os ferimentos ou chagas das crianças o que é exactamente o mesmo que uma mordidela ou um arranhão na pele.

Doenças dos répteis

Entre as doenças transmitidas pelos répteis, a mais comum é a salmonela. Esta infecção bacteriológica geralmente provoca gastroenterite, uma inflamação do estômago e dos intestinos. Diarreia e vómitos são os sintomas mais habituais. A salmonela pode representar uma situação séria para as crianças, os velhos e pessoas com o sistema imunitário enfraquecido. Todos os répteis apresentam salmonelas.

As tartarugas e as iguanas são a mais habitual fonte deste tipo de infecção.

Doenças das aves

Psitacose, ou a conhecida febre dos papagaios, é uma doença bacteriana que afecta mais de cem espécie de aves selvagens e domésticas. Os sintomas de uma ave afectada incluem a queda das penas e uma mudança nos hábitos alimentares. Contudo, algumas aves atacadas de psitacose não apresentam quaisquer sinais ou sintomas. Nos seres humanos, a psitacose provoca tosse, dores no peito, febre, tremuras e vómitos. A infecção ocorre devido ao contacto com as fezes da ave ou com a poeira que se acumula nas gaiolas. O tratamento, tanto para os animais como para as pessoas, inclui antibióticos. Criptococose é uma doença provocada por um fungo transmitido aos seres humanos quando estes inalam organismos que se encontram nos excrementos das aves, especialmente as pombas.

A infecção pode levar à encefalite e à pneumonia. As pessoas com o sistema imunitário debilitado correm alto risco de contrair criptococose. Entre cinco a dez por cento das pessoas com SIDA têm criptococose. Pessoas com o sistema imunitário comprometido, assim como os velhos, devem evitar áreas povoadas por aves. Histoplasmose, uma infecção semelhante também provocada por fungos, é transmitida a pessoas que respiram poeiras de pombais e outras áreas com dejectos de aves.

Doenças dos peixes

A Micobactéria pode surgir nos aquários. A infecção ocorre geralmente quando pequenos ferimentos na pele ficam expostos à água contaminada. A micobactéria também pode surgir nas piscinas. Tais infecções são raras e provocam geralmente sintomas leves. Contudo, podem constituir um problema para pessoas com doenças do sistema imunitário.

Doenças de outros animais

Cestodiase é uma infecção que ataca principalmente as crianças. A fonte é um verme localizado nos roedores, incluindo os hamsters, e em alimentos e água contaminados.

O verme dos roedores é transmitido quando as pessoas acidentalmente entram em contacto com pulgas de ratos infectadas, baratas ou carochas, quase sempre depois de estas terem frequentado celeiros ou outros armazéns de alimentos. Os sintomas incluem vómitos, fome, vertigens, irritabilidade e fadiga. Nos casos mais severos, a infecção provoca diarreia e dores abdominais. A medicação pode habitualmente eliminar os vermes em 48 horas. Linfocite coriomeningite é provocada por um vírus que se localiza nos hamsters e nos ratos. Os seres humanos podem ser infectados por contacto com a urina, fezes, sangue ou outras secreções dos animais. Na maioria dos casos, as consequências da doença são ligeiras. Contudo, em algumas pessoas pode declarar-se meningite e as grávidas podem transmitir a doença ao feto.

Cuidados para prevenir este tipo de doenças

Se possui qualquer tipo de animal doméstico, tem razões especiais para observar sinais e sintomas de infecção nos seus filhos. Os exemplos são diarreia, erupções na pele, prisão de ventre, febre, inchaços e vómitos. Se tanto a criança como o animal parecem doentes - especialmente após uma mordidela ou um arranhão - a criança deverá ser levada ao médico e o animal ao veterinário. Sempre que levar o seu filho ao médico, não se esqueça de mencionar que possui um animal doméstico.

Seja bem específico quanto ao número e espécie desses animais.

Antes prevenir...

Aqui ficam alguns tópicos para evitar as infecções:

Escolha os animais cuidadosamente.

Para o bem das crianças não é recomendável ter em casa tartarugas, iguanas, serpentes venenosas ou agressivas, aranhas e peixes tropicais.

Informe-se junto do veterinário quanto aos cuidados básicos a tomar para com o seu animal.

Lave as mãos frequentemente - especialmente depois de pegar no animal ou de lhe ter lavado a gaiola. Assegure-se de que os seus filhos fazem o mesmo.

Use luvas de borracha ou plástico quando lavar as gaiolas ou os aquários.

Se lhe parece que a sua ave tem psitacose, use um máscara contra poeiras quando limpar a gaiola.

Mantenha os animais numa área confinada. Não deixe os animais pequenos andarem à vontade por toda a casa.

Mantenha o animal afastado da cozinha e de todos os outros lugares onde prepara os alimentos.

Não use a pia da cozinha para lavar o aquário, dar banho ao animal os objectos da gaiola. Se usar a banheira, limpe-a cuidadosamente no final. Ensine os seus filhos a tomar cuidado do animal. Vigie cuidadosamente essa actividade e não hesite em fazer cumprir essas obrigações sempre que necessário.

Boas e más notícias

Com toda esta conversa sobre infecções, é fácil esquecer o mais importante factor que provavelmente lhe fez levar o animal para casa - a emoção. Prepare os seus filhos para a morte do animal de companhia. Muitos animais pequenos têm um período de vida limitado.

Criar um pequeno ritual para assinalar a morte do animal é uma boa maneira para ajudar a criança a recompor-se da perda. E não deixe de pensar nos benefícios. Os animais domésticos oferecem às crianças oportunidades de novas brincadeiras - salutares alternativas à televisão e aos jogos de vídeo. Ter um animal doméstico pode estimular a aprendizagem sobre a natureza e os ciclos da vida. Além disso, cuidar de um animal oferece à criança uma forma de criar sentido das responsabilidades quotidianas. Fazer uma cuidadosa escolha de um animal e dar passos simples para evitar infecções é uma boa forma de evitar problemas provocados pelo seu companheiro peludo, emplumado ou escamoso.

 

Fonte: ANF

Dar banho ao cão

 Dar banho ao cão

 

 

A higiene é fundamental para preservar a saúde daquele que é o animal doméstico por excelência.

Dele e do ambiente em que vive.

Diz-se que o cão é o melhor amigo do homem e, de facto, para muitas pessoas constitui uma companhia valiosa. Ajuda a preencher os momentos de solidão, é companheiro de brincadeiras, estimula o desenvolvimento de laços afectivos e contribui até para ultrapassar algumas dificuldades no crescimento.

Contudo, o cão pode ser também fonte de problemas, quer pelas doenças que o podem afectar, quer pelas que pode transmitir ao ser humano. Um risco que se minimiza com o adequado acompanhamento veterinário, mas também através da higiene.

O banho é, neste domínio, um cuidado essencial. E para todas as raças, ainda que a sua regularidade possa depender – há cães, como os cocker spaniel, que devem tomar banho de seis em seis semanas, pois apresentam predisposição para problemas de pele; e há outros, como os doberman e boxer, cujo pêlo curto aconselha a maiores intervalos, sendo o banho recomendado quatro a cinco vezes por ano, de modo a preservar as qualidades isolantes e protectoras do pêlo.
É ainda em função do pêlo que deve ser escolhido o champô, existindo produtos apropriados para pêlo curto e pêlo liso, mas também champôs de uso frequente e outros com efeitos mais específicos – para hidratar, controlar alergias ou problemas como a seborreia. O que não se deve é utilizar os mesmos produtos da higiene humana, na medida em que são quimicamente mais agressivos.

Antes de molhar o animal, há dois cuidados prévios - proteger as orelhas e proteger os olhos. Para evitar que a água entre no canal auditivo pode colocar-se uma bola de algodão nas orelhas. Quanto aos olhos, a preocupação deve ser evitar o contacto com o champô, pois pode causar irritação.

Com tudo a postos, finalmente o banho: há que ajustar a temperatura e a pressão. A água deve estar tépida, pois é nesta temperatura média que o champô é mais eficaz. E o bocal do chuveiro deve ser aproximado o mais possível do pêlo do animal, para que ele não se assuste. Desta forma a água também penetra melhor na pelagem.

A lavagem deve fazer-se na direcção dos quartos traseiros para a cabeça, a última parte a ser molhada mas tendo o cuidado de não apontar directamente o jacto de água. O fluxo deve ser suave e a cabeça do animal inclinada ligeiramente para que a água escorra pelo pescoço e não para o focinho. Com os dedos espalha-se água pelo nariz, olhos e boca.

A aplicação do champô deve seguir o mesmo trajecto da água, assegurando que é bem espalhado e que o produto não fica à superfície do pêlo. Se o cão tiver pêlo curto pode usar-se uma escova de borracha para ajudar a espalhar o champô; já se o pêlo for comprido, deve massajar-se o produto na direcção do crescimento do pêlo, evitando-se assim que fique embaraçado.

Para enxaguar, o procedimento é inverso: sempre com a água tépida, começa-se pela cabeça em direcção aos quartos traseiros. É importante assegurar que não ficam vestígios de champô, pois podem causar enfraquecimento do pêlo e irritação da pele. Com esse objectivo, pode utilizar-se a mão livre para remover o excesso.
Bem lavado e enxaguado, o pêlo deve ser seco com uma toalha: se for comprido, deve ter-se o cuidado de não esfregar muito para não embaraçar; se for curto deve passar-se a toalha em movimentos circulares.

O secador pode usar-se nalgumas raças de pêlo longo, como o galgo afegão, mas na velocidade mais fraca e evitando apontar o ar directamente para o focinho do animal.

A higiene do cão é fundamental: é meio caminho para o manter saudável e manter saudáveis todos os que com ele convivem e que desfrutam da sua companhia e brincadeiras.

Quando o animal se coça

 Quando o animal se coça

 

 

Quando um animal se coça com insistência isso pode ser sinal de uma doença dermatológica, uma das principais causas da perda de pêlo e um dos motivos mais comuns da ida ao veterinário.

É coçando-se e, muitas vezes, mordiscando certas áreas do corpo como a base da cauda e as patas que cães e gatos procuram alívio para os problemas dermatológicos. São muito frequentes entre eles, tanto podendo ter origem na pele propriamente dita como reflectir outras doenças como a leishmaniose ou as do foro endócrino.

Causas à parte, o prurido (comichão) é um sintoma comum, acompanhado de eritrema (vermelhidão) e de alopecia – aliás, as doenças dermatológicas são uma das principais responsáveis pela queda de pêlo, localizada ou generalizada.

A pele de cães e gatos é particularmente vulnerável ao principal parasita externo – a pulga. Sempre que uma pulga pica, injecta uma pequena quantidade de saliva no corpo do animal, o que pode desencadear uma reacção cutânea – é a chamada dermatite por alergia à picada da pulga. Para a prevenir, é fundamental que o animal seja desparasitado regularmente, seguindo o calendário proposto pelo veterinário.

Tal como os seres humanos, também estes animais podem ser sensíveis a agentes externos geralmente inofensivos como o pólen, as poeiras e os ácaros. Desenvolvem então sintomas próprios da dermatite atópica, devendo ser tratados com recurso a anti-histamínicos.

Podem igualmente ser alérgicos a determinados componentes da dieta, tais como carne de vaca ou porco, milho, trigo e soja e ainda alguns corantes e conservantes. Uma vez identificada a alergia alimentar, há que proporcionar-lhes uma dieta hipoalergénica, em que foram eliminados os elementos a que o animal é sensível.

Não é uma alergia, mas é muito conhecida e comum nos animais de pequeno porte – trata-se da sarna, infecção provocada por ácaros, partículas microscópicas existentes no pó doméstico. Existem vários tipos, dependendo dos ácaros envolvidos, sendo mais frequentes a demodécica e a sarcóptica: todos os tipos causam prurido intenso, alopecia, escoriações e crostas. Existem medicamentos específicos para o tratamento da sarna.

Há comichão e comichão...

Outra infecção de que cães e gatos podem ser alvo é a dermatofitose. Causada por fungos, é denunciada por lesões circulares e avermelhadas na pele. Dado que é muito contagiosa para os seres humanos, com as crianças, os idosos e os imunodeprimidos a serem particularmente vulneráveis, é fundamental tratá-la o mais cedo possível, o que se faz com recurso a anti-fúngicos (quer de aplicação local, quer de toma oral).

É igualmente uma infecção, mas causada por bactérias: a piodermite surge quando algo provoca uma irritação na pele. A inflamação e o prurido fazem com que o animal coce, lamba e mordisque a região, acentuando a lesão. O tratamento faz-se à base de antibióticos, complementados com soluções de limpeza.

Quanto aos problemas de pele de origem interna, o mais comum é a dermatose endócrina, que pode ser causado por uma qualquer doença das glândulas, como o hipotiroidismo. Caracteriza-se por zonas de alopecia (com falta de pêlo), pelagem baça e seca e de difícil crescimento. E, ao contrário da norma, não costuma causar comichão. Os sintomas tendem a desaparecer com o controlo da doença subjacente à dermatite.

 

Alguns destes problemas podem ser ultrapassados com recurso a medicamentos e produtos de indicação farmacêutica. Outros requerem consulta veterinária, mas também aqui pode contar com esta farmácia para aconselhamento sobre o procedimento mais adequado a cada caso.

Alimentá-los bem

 Bem alimentados

 

 

Uma alimentação correcta é meio caminho andado para um animal saudável: satisfaz as necessidades energéticas, contribui para o bem-estar, previne doenças, favorece um crescimento adequado e aumenta a longevidade.

Um animal bem alimentado é um animal com pêlo bonito, com articulações fortes, com fáceis digestões e um peso adequado. E as ninhadas são igualmente saudáveis.

DIFERENTES MAS IGUAIS

Cães e gatos são animais carnívoros, o que significa que se alimentam de carne. Ambos possuem um sistema digestivo preparado para digerir a carne como principal fonte de proteínas. Têm, porém, necessidades próprias, a que a alimentação deve responder.

É por isso que os restos das refeições caseiras não são uma boa alimentação para estes animais: as rações são bem mais saudáveis pois são concebidas para ir ao encontro das necessidades nutricionais de cães e gatos.

BOAS PRÁTICAS

A regra número um para uma alimentação correcta é que cães e gatos sejam alimentados de acordo com a sua natureza carnívora.

Deve, depois, adequar-se a cada animal:

Idade – animais mais jovens precisam de comer mais vezes ao dia para o correcto crescimento

Raça – raças mais pequenas absorvem os nutrientes mais depressa; as maiores crescem mais lentamente mas requerem mais proteínas

Estado fisiológico – doenças, gestação ou lactação exigem uma alimentação adequada

Actividade física – animais que andam no exterior têm necessidades energéticas acrescidas

Respeite sempre as quantidades diárias recomendadas – aconselhe-se na nossa farmácia

Uma dieta equilibrada é aquela que fornece todos os nutrientes na proporção certa:

Proteínas de origem animal – para a formação de músculo

Fibras – para a boa saúde intestinal Gordura – para nutrir a pele e o pêlo

Hidratos de carbono – para dar energia

Vitaminas e minerais – para fortalecer o sistema imunitário

Água – para um organismo hidratado e facilitar o metabolismo

 

Há situações que exigem uma alimentação específica: é o que acontece quando o animal apresenta problemas como pele a escamar, rigidez articular, fezes soltas, excesso de peso ou quando está a envelhecer. Peça conselho nesta farmácia.Os cuidados a ter com o seu animal de companhia são também uma competência da farmácia que está preparada para aconselhar sobre a saúde e bem-estar de cães e gatos. Nesta farmácia encontra informação sobre a alimentação mais adequada, bem como produtos que respondem a necessidades de saúde específicas. Para que cresçam e vivam saudáveis.

Crianças e animais de companhia

 Crianças e animais de companhia

 

Os animais de companhia podem ajudar as crianças a crescer. Mas há cuidados que são essenciais para que esses laços, além de fortes, sejam também saudáveis.

UM DESEJO INFANTIL

Qual não é a criança que pede aos pais um animal de companhia? Um cão ou um gato traquinas, um peixinho dourado ou uma tartaruga indolente?

É natural que os pais hesitem na resposta a dar a este desejo infantil. Mas, antes de dizerem "sim" ou "não" há algumas questões a ponderar:

A idade da criança - crianças mais pequenas facilmente apertam um cachorro, um gatinho ou um hamster como se fosse um peluche, podendo magoá-lo. E animais muito grandes podem magoar a criança durante as brincadeiras

Alergias - o pêlo de cães e gatos e as penas dos pássaros podem desencadear sintomas de alergia em crianças sensíveis

Características do animal - há sempre o risco de a criança lhe puxar as orelhas e de ele morder ou arranhar, e alguns são mesmo desaconselhados pela sua agressividade

Necessidades do animal - um animal precisa de ser alimentado, de cuidados de higiene, de um habitat limpo e alguns até de passear, o que exige tempo e tem que ser compatível com a rotina familiar

Espaço - cães e gatos devem ter um espaço próprio com zonas separadas para dormir, comer e para os dejectos

PARA RELAÇÕES SAUDÁVEIS

Tomada a decisão de ter um animal de companhia em casa, há que cuidar dele. Zelar pela sua saúde é proteger a criança, até porque há doenças próprias dos animais que passam facilmente para as pessoas.

Para uma relação saudável, é preciso:

Levar o animal ao veterinário para uma avaliação inicial do estado de saúde

Cumprir o calendário de vacinação definido

Desparasitá-lo com regularidade em função da raça, idade e porte

Dar-lhe uma alimentação adequada, evitando restos de refeições e, sobretudo, carne crua (pode transmitir infecções)

Dar-lhe água fresca em abundância

Cuidar da higiene do animal: dar banho de preferência numa banheira própria, limpar olhos, ouvidos e dentes, cortar unhas para não arranhar, escovar o pêlo

Manter o espaço habitado pelo animal limpo, renovando a areia das liteiras, no caso dos gatos, e eliminando pulgas

AJUDA PARA CRESCER

O convívio entre a criança e o animal permite criar laços fortes que se traduzem em benefícios que vão muito para além do prazer das brincadeiras:

• Desenvolvimento emocional e social – não tendo poder total sobre o animal, como tinha sobre os brinquedos, a criança aprende a manter uma relação de respeito;

• Afectividade – com o animal, a criança reforça a sua capacidade de manifestar afecto e sentimentos e aprende a relacionar-se com os outros;

• Autonomia e responsabilização – envolver a criança nos cuidados ao animal ajuda-a a tornar-se mais autónoma e responsável;

• Relação com a natureza – a criança aprende a respeitar outros seres vivos e a encarar o ciclo da vida com naturalidade, mesmo quando a perda acontece.

 

A saúde animal é uma das áreas de intervenção da farmácia pelo que aqui encontra a informação que necessita sobre os cuidados mais adequados para que a relação entre as crianças e os animais seja saudável.

Mais anos com mais saúde

 Mais anos com mais saúde

 

 

SENIORES DE QUATRO PATAS

É pelos 8 anos que os GATOS chegam à idade sénior. Já nos CÃES o envelhecimento depende da raça: os de maior porte envelhecem mais depressa, entrando na terceira idade cerca dos 6 anos, enquanto os mais pequenos têm uma maior longevidade e só a partir dos 12 anos são idosos.

Raças à parte, o envelhecimento implica um abrandamento das principais funções do organismo, o que deixa os animais mais vulneráveis. Os sinais vão sendo visíveis com o passar do tempo:

Pêlo quebradiço;

Pele mais sensível, mais espessa e escurecida;

Dentes mais fracos, com maior risco de doenças orais;

Perda de músculo;

Perturbações da digestão;

Inflamação nas articulações;

Alterações comportamentais: diminuição da interacção, desorientação;

Alteração dos hábitos de sono e de higiene.

E há doenças que se tornam mais comuns: diabetes, insuficiência cardíaca, insuficiência renal e cataratas são algumas delas. Há ainda um risco acrescido de obesidade, devido à diminuição da actividade física.

BEM CUIDADOS

Para melhor envelhecer é necessário adaptar os cuidados. A começar pela alimentação.

No caso dos cães idosos, é essencial que:

Comam 2 a 4 vezes por dia, evitando que façam apenas uma grande refeição: o que previne os problemas digestivos e o excesso de peso, e permite detectar uma eventual perda de apetite

 A ração seja adequada garantindo o aporte de proteínas(para contrariar a perda de massa muscular), anti-oxidantes (para estimular as defesas do organismo), fibras (para evitar a obesidade e manter o intestino activo), sulfato de glucosamina e de condroitina (para as articulações) e ácidos gordos ómega-3 e 6 (para a saúde da pele). Deve ainda conter baixo teor de sal (para prevenir os problemas cardíacos)

Quanto aos gatos é importante que:

As refeições sejam mais frequentes do que o habitual e as doses por refeição reduzidas.

 As rações tenham proteínas de alta qualidade, minerais e vitaminas, e sejam de baixo teor em calorias para evitar que ganhem peso. Sejam incentivados a comer (a perda do olfacto pode gerar desinteresse pela comida)

Bebam água com frequência (para prevenir a desidratação)

Uma alimentação correcta atrasa e previne alguns problemas de saúde associados ao envelhecimento. Opte por rações específicas para cães e gatos seniores. Estas, ao contrário da alimentação caseira, garantem o equilíbrio nutricional destes animais.

Cuidar de um animal na terceira idade passa também por adequar a higiene: assim, o banho deve ser reduzido a uma vez por mês, com produtos próprios para peles sensíveis. Já a higiene de olhos e ouvidos deve ser mais frequente.

 

A veterinária é uma das áreas de intervenção da farmácia, onde encontra aconselhamento e informação sobre a saúde e o bem-estar animal. O farmacêutico é um profissional habilitado a esclarecê-lo sobre os melhores cuidados e os produtos mais adequados para o seu animal nas diversas etapas da vida. E porque o envelhecimento coloca questões muito específicas, a farmácia ajuda a proporcionar qualidade de vida ao seu companheiro de quatro patas.

 

Fonte: ANF