Farmácia Calvário
Farmácia Calvário
Precisa de ajuda?
O nosso conselho

Registe a nossa newsletter

Para receber todas as novidades, lançamentos e campanhas
@

Ressonar

 Porque ressonamos?

 

O sono é um fenómeno que ocorre como parte fundamental do ciclo natural da vida, fazendo com que o organismo repouse para as actividades diárias. Ressonar enquanto estamos a dormir pode ser o sintoma de uma desordem do sono que pode ter consequências médicas graves. Definida como a cessação do fluxo de ar, por pelo menos 10 segundos, a Apneia do Sono Obstrutiva produz insónias ou excessiva sonolência durante o dia. É um sério e potencial problema de vida. As características da Apneia do Sono Obstrutiva incluem ainda dores de cabeça matinais, actividades motoras excessivas, durante o sono, e o característico ressonar. A longo prazo, os doentes podem evidenciar mudanças pessoais e intelectuais, nomeadamente a nível da sua capacidade de concentração, impotência sexual e hipertensão.

A Apneia do Sono Obstrutiva ocorre geralmente em homens obesos acima dos 40 anos. Acredita-se que actualmente 9% das mulheres e 24% dos homens apresentam critérios diagnósticos mínimos desta doença. Ressonar é uma característica vulgar e que muitos consideram irritante, servindo de motivo a diversas brincadeiras. Na verdade, o ressonar pode, mesmo, ser um "complicador social", entre casais, em que um não deixa o outro dormir. É um ruído decorrente da vibração das paredes da faringe, onde pode existir também redução da passagem do ar. Mas o ressonar é um importante indício para o diagnóstico. O ruído característico com um som proveniente da faringe e uma explosão oro-nasal é, de facto, o primeiro sintoma em muitos pacientes e pode ser interrompido por múltiplos períodos de apneia durante a noite. Estes episódios podem durar de 10 segundos a 3 minutos, tendo uma duração média entre 20 e 40 segundos.

Junto com estes episódios, o paciente apresenta actividades motoras anormais, variando de pequenos movimentos das mãos ou pés a movimentos mais bruscos, visíveis em todos os membros. Caso o doente seja acordado repentinamente, pode apresentar confusão e desorientação.

 

O tratamento da Apneia do Sono Obstrutiva

Uma vez diagnosticada a apneia, é possível fazer um tratamento clínico que consiste em emagrecer, não tomar remédios para dormir e também colocar aparelhos que reposicionam a língua para a frente. Pode ser ainda utilizado um tubo nas fossas nasais, que mantém uma pressão de ar positiva, o qual é constituído por uma máscara pequena com a uma sonda acoplada que fornece um fluxo contínuo do ar. Alguns pacientes não suportam usá-lo por ser demasiado incómodo. Outros tratamentos passam pela sala de operações. Neste caso actua-se onde está localizada a obstrução, podendo mesmo haver necessidade de recorrer a procedimentos mais complexos como avanços de maxila e de mandíbula.

 

O que pode fazer?

  • Perder peso
  • Aumentar a actividade física
  • Não beber álcool
  • Evitar medicamentos sedativos
  • Não dormir de barriga para cima
  • Não tomar refeições pesadas antes de ir dormir
  • Deixar de fumar
  • Evitar bebidas com cafeína
  • Não comer no meio da noite
  • Procurar dormir pelo menos 8H
  • Manter sempre um horário constante para dormir e acordar
  • Levantar a cabeceira da cama cerca de 15 a 20 cm
  • Controlar infecções das vias aéreas superiores.


Fonte: ANF

Alvéolos - S.O.S.

 Alvéolos - S.O.S.

 

Quando bactérias, vírus ou outros agentes infecciosos conseguem chegar aos pulmões, instalam-se nos alvéolos e são responsáveis pela pneumonia. Uma doença que se trata, mas que pode ser grave, pelo que o melhor é prevenir. Vacinando. E não só.

No início, confunde-se com uma constipação ou uma gripe. São os sintomas que permitem essa confusão: tosse, febre, arrepios. Além de que, com frequência, se segue a uma destas infecções virais típicas do Inverno.

Contudo, a pneumonia é mais grave, correspondendo a uma inflamação dos pulmões que, em organismos mais debilitados, pode ser fatal.

São as pessoas mais frágeis que correm maior risco: as crianças, os idosos, os doentes com o sistema imunitário enfraquecido (com VHI/sida, submetidos a um transplante ou a tratamentos de quimioterapia, por exemplo) e os portadores de patologias como a insuficiência cardíaca e a doença pulmonar obstrutiva crónica, entre outras.

Os vírus constituem uma das causas mais comuns de pneumonia, mas há outras: bactérias, fungos, químicos. Cerca de metade das pneumonias são virais, o que explica a semelhança de sintomas com a constipação ou a gripe.

Tosse (seca), dor de cabeça, dores musculares, fadiga e febre são manifestações iniciais comuns, mas à medida que a infecção progride é provável que surja dificuldade respiratória e que haja produção de muco (transparente ou esbranquiçado).

Quanto à pneumonia bacteriana, pode acontecer isoladamente, em simultâneo com uma infecção viral ou na sequência de uma doença respiratória como a gripe. Os sintomas declaram-se subitamente, incluindo tremores e arrepios, febre elevada, suores, dificuldade respiratória, dor no peito e tosse com muco espesso, entre o amarelo e o verde. São muitas as bactérias passíveis de causar pneumonia, entre elas se destacando o estreptococo e o pneumococo.

Também alguns tipos de fungos podem estar na origem da doença, embora mais raramente. Nas pessoas afectadas, os sintomas tanto podem passar quase despercebidos como persistir por meses.

Responsáveis por uma pneumonia muito específica são os micoplasmas, organismos minúsculos que desencadeiam sintomas muito semelhantes aos da pneumonia viral ou da bacteriana, mas atenuados. É a chamada pneumonia atípica pois a pessoa pode não ficar suficientemente doente para procurar tratamento ou pode nem sequer se aperceber da doença. Este é o tipo de pneumonia que se espalha facilmente entre crianças em idade escolar e jovens ou adultos quando em espaços sobrelotados.

Além das fontes de infecção, há outras formas de classificar a pneumonia, distinguindo-se entre a adquirida na comunidade e a hospitalar ou nosocomial.

Estar internado aumenta o risco de contrair a doença, sobretudo numa unidade de cuidados intensivos em que o doente esteja ligado a um ventilador (um aparelho que ajuda a respirar): é que o tubo por onde se respira pode albergar bactérias.

 

Filtros ineficazes

A pneumonia é uma inflamação dos pulmões, mais precisamente dos alvéolos pulmonares, os pequenos sacos de ar existentes nas extremidades dos brônquios. Em circunstâncias normais, os pulmões estão a salvo de infecções pois o organismo filtra o ar que respiramos.

É essa, por exemplo, a função dos cílios nasais, os pequenos pêlos existentes no interior das narinas e que travam a entrada de germes. É essa também a função da tosse, através da qual expelimos essas substâncias potencialmente agressivas, impedindo-as de chegarem aos pulmões.

Mas nem sempre estes filtros naturais são eficazes. Ou pela agressividade dos agentes infecciosos ou pelo enfraquecimento das defesas do organismo, a infecção pode acontecer. Vírus ou bactérias progridem até aos alvéolos, onde sofrem a acção dos glóbulos brancos (os leucócitos) que integram o sistema imunitário e, em consequência, atacam os invasores.

Mas a presença, em simultâneo, de todos estes elementos nos pequenos sacos de ar acaba por causar inflamação: enchem-se então de fluido, tornando a respiração difícil e desencadeando os demais sintomas da pneumonia.

Perante a suspeita de pneumonia – nomeadamente quando os sintomas de constipação ou gripe permanecem mais tempo do que é habitual ou se agravam – há que recorrer ao médico. É que a pneumonia trata-se, mas também pode complicar-se e ser até fatal.

Entre as complicações incluem-se a bactericemia – situação em que a infecção alastra para a corrente sanguínea, a partir daí podendo atingir rapidamente outros órgãos; os abcessos pulmonares – cavidade cheia de pus nos pulmões no local da pneumonia; derrame pleural – acumulação de líquido entre o revestimento dos pulmões (pleura) e a parede torácica.

Dado o risco, há sinais que não devem ser ignorados: é o caso da tosse persistente e com produção de muco, dor no peito (ao tossir e mesmo ao respirar), febre elevada e inexplicada, com tremores e arrepios, e falta de ar. Sobretudo nos grupos de risco: crianças (com dois anos ou menos) idosos, pessoas com o sistema imunitário deprimido ou com outras patologias respiratórias, cardíacas ou renais.

 

O risco da resistência aos antibióticos

Se o diagnóstico se confirmar, o tratamento depende da causa da pneumonia e da sua gravidade, sendo o objectivo geral curar a infecção e prevenir as complicações. A maior parte das pessoas é tratada em casa, mas quando há severo compromisso da capacidade respiratória e risco de complicações pode ser necessário internamento para receber oxigénio ou antibióticos por via intravenosa (através de uma veia).

Os antibióticos são um dos principais recursos terapêuticos, destinando-se à pneumonia causada por bactérias. Eficazes, resultam numa melhoria dos sintomas ao fim de poucos dias, o que pode iludir o doente e levá-lo a interromper o tratamento. Contudo, esta é uma tentação a evitar pois há a probabilidade de a infecção recuperar intensidade, o que implica recomeçar o tratamento.

Os antibióticos devem ser tomados até ao fim, de acordo com a prescrição médica.

Se assim não acontecer, há ainda o risco de as bactérias desenvolverem resistência ao medicamento: isto significa que, de certo modo, as bactérias se habituam aquele antibiótico, que deixa de ser eficaz para as eliminar, tornando necessária uma alternativa mais potente.

A resistência aos antibióticos é, aliás, um problema sério que se coloca à saúde pública e à investigação científica: por razões como o mau uso destes medicamentos há cada vez mais estirpes de bactérias resistentes. Usar antibióticos para tratar infecções virais é um erro comum, pois estes medicamentos não são eficazes no combate a vírus.

Quando a pneumonia é de origem viral, o tratamento pode envolver fármacos específicos, mas na maioria das vezes envolve os mesmos cuidados que se adoptam numa constipação ou gripe - repouso e líquidos.

Já para a chamada pneumonia atípica – causada por micoplasmas – os antibióticos são uma opção, ainda que em muitos casos a recuperação não seja imediata e que sintomas como a fadiga possam manter-se depois de a infecção ter sido resolvida.

Quanto à pneumonia causada por fungos, trata-se com a ajuda de medicamentos anti-fúngicos.

 

Se tem pneumonia...

Para uma recuperação mais fácil e rápida, deve:

• Descansar bastante;

• Aumentar a ingestão de líquidos;

• Respeitar a prescrição médica e levar o tratamento até ao fim, sobretudo se envolver antibióticos: mesmo que se sinta melhor, não deixe de os tomar.

 

Vacinar é prevenir

Uma vez que a pneumonia pode evoluir para um quadro clínico grave a melhor aposta é a prevenção. Que passa pela vacinação, nomeadamente contra a gripe: afinal, uma das complicações possíveis da gripe é a pneumonia.

Está igualmente disponível uma vacina contra o pneumococo, uma das bactérias causadoras da pneumonia.

A vacinação não oferece protecção total, não prevenindo todas as causas de infecção. Contudo, numa pessoa vacinada, a pneumonia é mais ligeira, dura menos tempo e apresenta um menor risco de complicações.

Prevenir passa também por um gesto básico mas essencial: lavar as mãos. É que as mãos estão em contacto com os agentes infecciosos, nomeadamente os causadores da pneumonia: basta levá-las à boca ou tocar no interior do nariz para eles entrarem no organismo. Lavar as mãos, com sabonete e rigor, reduz a probabilidade de contágio.

As toalhitas desinfectantes também são úteis, sendo adequadas aos momentos em que não seja possível lavar as mãos: andar com uma é, aliás, aconselhável.

Entre os cuidados preventivos inclui-se ainda não fumar: é que o fumo do tabaco, com todas as substâncias que contém, danifica as defesas naturais das vias respiratórias e dos pulmões, tornando-as mais vulneráveis a infecções.

Manter o sistema imunitário forte passa igualmente por uma alimentação equilibrada e pela prática de exercício físico.

A pneumonia não se manifesta sempre da mesma forma. Independentemente de possuir diferentes causas, pode declarar-se com mais ou menos gravidade, levando mais ou menos tempo a recuperar.

Mas, porque o risco de complicações existe, o melhor mesmo é prevenir: este Inverno aconselhe-se com um profissional de saúde, como o seu farmacêutico, e proteja-se!

 

Vacine-se na sua farmácia

A prevenção da pneumonia passa pela sua farmácia, através do recente serviço de vacinação.

Os farmacêuticos estão habilitados legalmente – e cientificamente – a ministrar vacinas não incluídas no Plano Nacional de Vacinação. Entre elas conta-se a da gripe, que é habitualmente tomada no início do Outono, devendo ser renovada anualmente.

Na farmácia está ainda disponível a vacina pneumocócica, que oferece protecção contra um dos agentes causadores da pneumonia. Oferece imunização contra vários tipos de pneumococos, podendo ser ministrada a partir dos dois anos de idade.

Quer esta, quer a vacina da gripe, requerem receita médica, mas agora podem ser administradas na farmácia, com a vantagem do aconselhamento farmacêutico de sempre.

Fonte: ANF

Tosse

 Tosse : reflexo natural

 

A tosse é um mecanismo natural, de defesa do organismo. Mas pode incomodar e muito, pelo que também é natural que se procure alívio. Sabendo que a cada tipo de tosse corresponde um medicamento diferente...

Uma explosão súbita de ar, mais ou menos ruidosa: é assim a tosse, um mecanismo de limpeza das vias respiratórias através do qual são expulsas secreções e partículas estranhas. É a forma que o organismo encontra de alertar para uma eventual infecção ou alergia, entre outras mais graves.

Este mecanismo é, por exemplo, desencadeado pela presença excessiva de substâncias como o fumo de tabaco ou dos escapes dos automóveis, pó ou pólenes, as quais entram pela boca e pelo nariz sempre que se inspira. O sistema respiratório fica irritado ou responde à presença do alergeno a que se é sensível e, então, tosse-se!

Só que há tosse e tosse: há a tosse episódica ou aguda, que não suscita preocupações de maior, e a crónica, aquela que se prolonga por mais de três semanas e que não deve ser negligenciada. De forma resumida, a tosse pode ser seca, que não é acompanhada de secreções, e produtiva, que liberta expectoração.

Tipos à parte, há sempre uma causa e o mais comum na episódica ou aguda é que seja uma infecção viral, como a constipação e a gripe. As alergias também são responsáveis por muitos acessos de tosse, o mesmo acontecendo com patologias como a doença pulmonar obstrutiva crónica ou a asma, mas nestes casos a tosse é geralmente crónica.

Apesar de natural, a tosse incomoda e muito, levando, naturalmente, a procurar alívio. É esse o objectivo de medidas simples como aumentar a ingestão de líquidos (água, de preferência), beber infusões com limão e mel ou chupar rebuçados de pasta dura – assim se consegue hidratar e suavizar as vias respiratórias.

Estes cuidados devem ser reforçados com o aumento da humidade ambiente, recorrendo a um vaporizador ou humidificador de vapores: respirar estes vapores ajuda a amolecer as secreções e facilita a sua expulsão. De noite, pode obter-se algum alívio para a tosse elevando ligeiramente a cabeceira da cama.

Porém, nem sempre estes cuidados são suficientes e a tosse pode tornar-se verdadeiramente perturbadora do dia-a-dia. Pode então recorrer-se a medicamentos, quase sempre sob a forma de xaropes. Mas é preciso ter em atenção que a cada tipo de tosse corresponde um medicamento específico: assim, para a produtiva, os expectorantes e mucolíticos tornam a expectoração mais fluida, o que facilita a sua expulsão, enquanto para a seca os antitússicos contribuem para suprimir a tosse, embora devam ser apenas usados como última alternativa. Também os anti-histamínicos podem ser úteis, desde que a tosse tenha origem alérgica. Já os broncodilatadores são usados nos casos de tosse com espasmo bronquico associado.

Ao alívio da tosse devem juntar-se outros cuidados: gestos preventivos, como tapar o nariz e a boca com um lenço quando se tosse e lavar depois as mãos com água e sabão. Assim se minimiza o risco de as partículas libertadas pela tosse contagiarem outras pessoas, no caso de a origem ser infecciosa. O aconselhamento por um profissional de saúde é fundamental.

Fonte: ANF

Asma

 Asma

 

Tosse, sensação de aperto no peito, uma insistente pieira ou "chiadeira", falta de ar? Tudo indica que tenha asma, um problema largamente generalizado e que afecta mais ainda as crianças. Ainda não há cura definitiva, mas com alguns cuidados é possível fazer uma vida normal

A asma é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas, que se manifesta por crises de obstrução dos brônquios. Em linguagem clínica, a asma brônquica é uma afecção pulmonar que se traduz por dispneia, caracterizada por dificuldades na expiração, acompanhada por um ruído sibilante, e podendo manifestar-se por acessos súbitos. É a doença crónica mais frequente nas crianças e uma das mais frequentes entre a população adulta. Calcula-se que sofram de asma cerca de onze por cento das crianças e cinco por cento dos adultos portugueses, o que significa umas 600 mil pessoas. Os doentes vivem situações difíceis, pois além do carácter crónico da enfermidade, têm que enfrentar crises que interferem com a sua qualidade de vida e implicam elevados custos sanitários, como os tratamentos prolongados e onerosos, o frequente recurso aos serviços de urgência, o internamento nos hospitais, sem falar no absentismo escolar e profissional e das reformas precoces dos adultos.

A enfermidade traduz-se por uma obstrução generalizada dos brônquios e dos bronquíolos, que poderá ter origem numa propensão habitualmente genética (atopia), a qual leva o organismo a uma produção anormal de uma imunoglobulina (IgE) perante a presença de alergenos ambientais comuns. As vias aéreas, normalmente amplas num indivíduo saudável, são revestidas interiormente por uma fina camada de tecido liso e, exteriormente, por uma espessa camada muscular. Os músculos contraem-se em situações de tosse, ajudando a remover o muco produzido pela camada interior, o que leva à eliminação das poeiras acumuladas nos pulmões. Na asma, porém, esses tecidos lisos apresentam-se inflamados, aumentam de volume e estreitam as vias aéreas, havendo também uma anormal produção de muco. Tudo isto ocorre porque se desenvolve uma inflamação dos brônquios que provoca a irritação das vias aéreas levando a uma reacção exagerada aos estímulos externos (alergia, poeira, fumo, etc.).

O processo inflamatório contribui ainda para piorar a obstrução dos brônquios, prolongando a crise. É importante saber que a inflamação permanece mesmo nos períodos em que se sentem melhoras, o que exige a manutenção do tratamento mesmo quando a crise não é evidente.

 

Como tratar

Ainda não existe qualquer medicamento que cure de forma definitiva a asma brônquica. No entanto há já várias formas de tratamento que permitem que os asmáticos se mantenham quase sempre sem sintomas e realizem as suas actividades quotidianas como qualquer outra pessoa. Em primeiro lugar, os broncodilatadores que alargam as vias aéreas, facilitando a entrada e saída do ar. Pode usar-se o broncodilatador sempre que se sente iminente uma crise.

Todavia, quando essa necessidade se manifesta mais do que uma vez por dia, o médico recomendará, sem dúvida, uma terapêutica regular. Essa terapêutica baseia-se em medicamentos profiláticos e em protectores. Os profiláticos actuam reduzindo a quantidade do edema e muco nas vias aéreas, os dois principais responsáveis pelos problemas respiratórios da asma. Estes medicamentos são representados por três grupos principais: os corticóides inalados, o cromoglicato e os inibidores dos leucotrienos. Em casos muito raros, poderá ser necessário utilizar corticóides em comprimidos, normalmente apenas durante alguns dias. Seja como for, mesmo que a asma se mostre controlada, haverá que prosseguir o tratamento regularmente todos os dias. Nas crianças asmáticas, porém, é frequente verificar-se a diminuição ou mesmo o desaparecimento dos sintomas da asma no decurso do crescimento.

 

O exercício físico

O asmático não deverá evitar o exercício físico. Muito pelo contrário, deve praticar desporto, embora com alguns cuidados e certos limites. A natação em piscina interior aquecida é o desporto de eleição, pois proporciona um bom desenvolvimento dos músculos torácicos e o aperfeiçoamento do controlo do ritmo respiratório. Devem ser evitados os desportos de esforço contínuo, como corridas de fundo, mas são apropriados os desportos colectivos de esforço intermitente, como basquetebol, voleibol, andebol ou futebol e os desportos individuais de esforço doseado, como ciclismo, pingue-pongue e ténis. Até Rosa Mota! Alguns dos mais famosos desportistas são asmáticos, mas conseguiram desdramatizar a situação e tornarem-se autênticos campeões. Citemos alguns exemplos: Rosa Mota - a asma foi-lhe diagnosticada antes de ter obtido as maiores vitórias da sua carreira. Praticou exercícios respiratórios e natação e tornou-se aquilo que se sabe. Mark Spitz, nadador norte-americano, vencedor de sete medalhas de ouro olímpicas. Avelardo Sztrum: remador argentino: medalha de ouro panamericana no Mar da Plata em 1997. Gabriel Simón: velocista argentino, recorde nacional dos 100 mts. Erik Pedersini, atleta argentino, medalha de ouro Panamericana em Winnipeg 1999.

 

Medir a respiração (PFM)

O debitómetro (Peak Flow Meter) é um aparelho de criação recente que pode ser usado tanto na clínica como em casa e que permite avaliar as capacidades respiratórias do paciente. O aparelho permite ao médico saber se o doente tem asma e a reconhecer a gravidade de uma crise, além de permitir reconhecer, ao longo do tempo, se a asma está ou não a ser bem controlada. Usando-o quotidianamente em casa, os doentes podem aperceber-se, através de tabelas e com exactidão, o estado dos seus problemas respiratórios antes de sofrerem de ataques de pieira ou de tosse e de remediarem a situação com o reforço de medicamentos.

 

As necessárias precauções

A alergia é uma reacção anormal do organismo a determinadas substâncias (alargenos) que são inaladas (pólens, poeiras domésticas, detritos de ácaros, pelos de animais) ou ingeridas (peixe, frutos secos, leite, ovos, aditivos alimentares).

Algumas simples precauções podem evitar ou eliminar o problema:

  • Não fumar nem beber álcool que exacerbam os sintomas alérgicos;
  • Evitar a inalação de cheiros irritantes, fumos ou vapores (tabaco, fritos, ceras, sabões, lixívia, amoníaco);
  • Evitar determinados exercícios físicos, principalmente jogging, sobretudo em tempo frio e húmido. Mas o desporto é aconselhável, em especial a natação, a caminhada e a ginástica.
  • Escolher criteriosamente uma profissão. Certas ocupações, como marcenarias, padarias, cabeleireiros, indústrias químicas, veterinários ou soldadores, podem provocar ou agravar a asma.

 

Classificar as crises

As crises de asma podem ser de diferentes intensidades:

Crise leve: sensação de aperto no peito; leve cansaço; tosse ou pieira quando se ri ou devido a esforços; insistente pigarro; pouca alteração na medida do PFM.

Crise moderada: perceptível desconforto respiratório; fadiga e cansaço fáceis, respiração mais rápida do que o habitual; falta de ar (dispneia) e chiadeira; PFM alterado, caindo entre 50 a 80 por cento do valor habitual.

Crise grave: intenso desconforto respiratório (respiração difícil, entrecortada e ofegante); suores, baixa de temperatura, intensa falta de ar; dificuldade em falar, caminhar e alimentar-se; tosse muito incómoda; batimento de asas no nariz, necessidade de usar os músculos do pescoço e do peito para poder respirar; lábios e unhas roxas ou azuladas; curto efeito do broncodilatador, reaparecendo rapidamente os sintomas.

Fonte: ANF

Fumar: a saúde é que paga!

  Fumar

 

São muitas as razões que levam uma pessoa a acender um cigarro: quando se bebe um café ou uma bebida alcoólica, no final de uma refeição, antes de um momento importante,para esconder o nervosismo. Para conviver ou quando se está sozinho. Mas este é um hábito que se paga com a Saúde: fumar causa dependência e prejudica o organismo.

O fumo do tabaco afecta quase todos os órgãos do corpo humano, com consequências sérias para quem fuma e para quem não fuma!

Os principais responsáveis por estes malefícios são a nicotina, substância que causa dependência, o alcatrão e o monóxido de carbono.

  • Fumar - afeta todos os orgãos do nosso corpo!!!
  1. Aparelho respiratório: provoca tosse, garganta irritada, torna respiração mais difícil e ofegante; pode estar na origem de doenças como a asma e a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC); aumenta o risco de cancro do pulmão e de outros tumores das vias respiratórias; aumenta o risco de infecções respiratórias, nomeadamente em pessoas expostas passivamente, ou seja mesmo não fumando também pode ficar doente com o fumo do tabaco;
  2. Aparelho Cardiovascular: eleva a pressão arterial e acelera os batimentos cardíacos, aumenta o risco de doenças do coração e das artérias – aterosclerose, acidente vascular cerebral, doença coronária ou insuficiência cardiaca;
  3. Aparelho reprodutivo: provoca um risco acrescido de infertilidade, em ambos os sexos; na mulher, parece ser responsável por uma menopausa precoce; durante a gravidez, aumenta o risco de parto prematuro e de nascer um bebé com baixo peso; os filhos nascidos de mães fumadoras são mais vulneráveis a certas doenças respiratórias. Na mulher o risco cardiovascular aumenta se for fumadora e tomar a pílula;
  4. Aparelho digestivo e outros orgãos: aumenta o risco de úlceras gástricas, cancro do estômago, e pâncreas; provoca o envelhecimento prematuro da pele, sobretudo ao nível do rosto;
  5. Alterações comportamentais e sociais: afecta a saúde das pessoas que convivem com o fumador, as quais também correm riscos a nível cardiovascular e respiratório; o tabagismo também está na origem da transmissão de modelos sociais pouco saudáveis: um pai que fuma terá dificuldade em evitar que o filho lhe copie o hábito;
  • Benefícios de deixar de fumar... são muitos:
  1. 5 a 15 após deixar de fumar, o risco de acidente vascular cerebral (AVC) é equivalente ao de uma pessoa que nunca fumou;
  2. ao fim de 5 anos, o risco de cancro da boca, da garganta e do esófago desce para metade;
  3. o risco de doença coronária diminui 50% ao fim de um ano sem fumar;
  4. ao fim de dez anos sem fumar, o risco de cancro do pulmão reduz para metade;
  5. o risco de cancro da bexiga e de cancro cervical também é reduzido ao fim de alguns anos;
  6. o perigo de dar à luz um bebé com pouco peso diminui se a mulher deixar de fumar antes de engravidar ou nos primeiros três meses de gravidez;

Não corra riscos! Cuide da sua saúde: deixe de fumar.

Deixar de Fumar é difícil, mas possível: com determinação, força de vontade e, muitas vezes, o recurso a medicamentos ou produtos de saúde específicos.

Cabe assim ao fumador optar pela saúde com a ajuda da farmácia informando sobre os riscos do tabagismo e benefícioas da cessação tabágica.

Fonte: ANF

Sinusite

 Sinusite

 

Nem sempre é fácil - mesmo para os médicos - saber se se trata de uma simples gripe ou de uma sinusite. A gripe raramente tem consequências de maior, enquanto a sinusite pode afectar uma pessoa para toda a vida e resultar em problemas mais graves. Como sempre, atacar a tempo é a melhor solução. Os sintomas - garganta rouca, nariz tapado, febre, tosse aguda - parecem querer dizer que se trata de gripe. Mas se a "gripe" insiste em não desaparecer, o mais certo é que o problema seja outro. Pode ser uma sinusite, uma doença que afecta os seios da face, cavidades pneumáticas que rodeiam as fossas nasais e com elas comunicam. A sinusite afecta um enorme número de pessoas e provoca um considerável número de consultas médicas. Na maior parte dos casos, a sinusite é uma inflamação das células etmoidais (cavidades pneumáticas perfuradas nas massas laterais do etmóide, um osso da base do crânio situado atrás do frontal, também chamadas seios etmoidais) e dos seios, localizados por baixo dos olhos e de cada lado do nariz.

Na sinusite, as mucosas dos seios drenam com dificuldade e os seios ficam preenchidos com secreções. Em condições normais, os cílios localizados nos seios nasais "varrem" as mucosidades para fora dos seios em direcção ao nariz. Quando estes cílios interrompem a sua acção, ou quando a abertura entre os seios e as fossas nasais fica obstruída, os seios podem começar a ser infectados e ocorre a sinusite.

 

O que leva os cílios a deixarem de trabalhar ou ao bloqueio das fossas nasais?

É difícil apresentar uma certeza, pois cada caso é sempre diferente. Em muitos casos, a sinusite é provocada por uma infecção bacteriana, que vai durar muitas vezes alguns dias ou até mesmo algumas semanas. Noutros casos, começa quando um vírus provoca uma gripe e o congestionamento resultante provoca uma infecção bacteriana nos seios. Este tipo de sinusite é denominado sinusite aguda. Em contraste com uma forma mais tranquila chamada sinusite crónica, a sinusite aguda responde bem e em poucos dias ao tratamento por antibióticos.

 

Aguda ou crónica?

A infecção aguda dos seios da face pode durar entre duas a três semanas ou prolongar-se até às 12 semanas. Em certas circunstâncias, as infecções agudas dos seios podem recorrer várias vezes durante um ano.

Pode falar-se de sinusite quando um ou mais dos seguintes sintomas se apresentam:

  • Uma gripe em "montanha-russa" - quando a gripe está prestes a passar e regressam a congestão nasal e todo o habitual desconforto;
  • Nariz entupido ou com corrimento permanente;
  • Descargas nasais espessas e verde-amareladas;
  • Dores faciais ou dores de cabeça que podem ser mais fortes de um dos lados;
  • Dor que aumenta quando nos inclinamos para a frente;
  • Tosse e rouquidão que pioram de dia para dia;
  • Dores nos dentes do maxilar superior;
  • Fadiga;
  • Diminuição ou perda dos sentidos do olfacto e do paladar.

Embora os sinais e sintomas da sinusite crónica sejam semelhantes aos da sinusite aguda, podem não ser assim tão evidentes, a tal ponto que é possível nem se estar seguro de se estar a padecer de uma infecção dos seios da face. Quando uma pessoa suspeita estar a sofrer de sinusite é importante que procure ajuda médica.

A sinusite aguda exige um tratamento com antibióticos, enquanto a sinusite crónica deve ser investigada mais aprofundadamente e tratada com certa agressividade. Por vezes, as pessoas não têm mais do que uma alergia que nada tem a ver com a sinusite. Testes alérgicos poderão determinar a diferença.

 

Diagnóstico difícil

A sinusite é, frequentemente, difícil de diagnosticar porque os seus sintomas podem imitar muito aproximadamente uma infecção das vias respiratórias superiores, ou seja, a gripe vulgar. Muitas pessoas adiam uma visita ao médico, pensando que o vírus da gripe desaparecerá ao cabo de alguns dias. Isto é, de facto, geralmente verdade, pois na maioria dos casos os sintomas da gripe desaparecem ao fim de cinco ou sete dias. Mas se estes sintomas semelhantes aos da gripe persistem, o melhor será perguntar ao médico se não se tratará de sinusite. Está demonstrado que quando os sintomas não respondem aos descongestionantes orais, o mais certo é que o problema seja mesmo uma sinusite.

Grande número de médicos estabelecem o diagnóstico para a sinusite, baseando-se na duração e na gravidade dos sintomas. Os indicadores clássicos incluem dores faciais e sintomas que se assemelham à febre. Não é aconselhável que as pessoas aguardem mais de dez dias para consultar o médico quando apresentam sintomas que sugerem uma sinusite aguda. Quando não tratada, a sinusite pode levar à meningite, uma infecção cerebral que pode provocar graves danos no cérebro, ou a uma situação denominada trombose cavernosa dos seios, um coágulo sanguíneo nas veias que rodeiam os seios e que pode afectar o cérebro como uma trombose. São felizmente, situações muito raras.

 

Quais as causas da Sinusite?

A sinusite é provocada por qualquer coisa que bloqueia a drenagem dos seios da face ou impede os cílios de executarem capazmente o seu trabalho.

Factores que predispõem para o surgimento de uma sinusite aguda incluem:

Gripe - Grande parte das infecções dos seios nasais ocorrem durante a recuperação de uma gripe. O paciente começa a sentir-se melhor e depois piora. Os vírus da gripe não provocam a sinusite bacteriana, mas abrem o caminho quando obrigam as aberturas dos seios a fecharem-se;

Alergias - Quando se respiram substâncias a que se é alérgico, as passagens nasais incham, o que pode bloquear as aberturas entre os seios e o nariz;

Fumar - O fumo do tabaco pode interferir com a acção dos cílios, impedindo a drenagem das mucosas. Os fumadores oferecem geralmente menores resultados aos tratamentos.

A sinusite crónica (assim como a sinusite recorrente e prolongada) pode ser provocada pelos mesmos factores associados à sinusite aguda. Os seguintes pontos são frequentemente constatáveis na sinusite crónica: Pólipos nasais - estas excrescências carnudas e em forma de bago de uva podem causar um bloqueio dos meatos e impedir a drenagem dos seios; abertura insuficiente entre os seios e o nariz .

 

A acção dos seios da face

Os seios nasais não existem apenas para arranjar problemas. Esses espaços ocos entre os ossos da face humidificam e aquecem o ar respirado, auxiliam o reconhecimento dos odores e melhoram o som da voz. Além disso, produzem muco, que limpam e humidificam as vias nasais. Dentro dos seios encontram-se pelos muito finos, chamados cílios, que constantemente "varrem" o mucos para o exterior, encaminhando-o para o nariz e a garganta. Os seios drenam para o nariz por meio de pequenas aberturas denominadas meatos (ou, mais exactamente, pequenos espaços existentes nas fossas nasais, compreendidos entre os cornetos nasais ou entre um corneto e a parede externa da fossa nasal). Quando os meatos se encontram bloqueados, o muco regressa aos seios. Quando os seios nasais não conseguem drenar, as bactérias podem multiplicar-se e provocar uma infecção, que, por sua vez, vai provocar mais muco, tornando ainda mais difícil a drenagem dos seios.

Depois, a infecção pode passar da cavidade de um seio para a outra. Pode, igualmente, infectar os ossos que rodeiam os seios e espalhar-se até ao cérebro, onde pode provocar meningite ou um abcesso cerebral.

 

Tratar a sinusite

Procurar um diagnóstico médico exacto e cumprir escrupulosamente o tratamento indicado, são os passos mais importantes para eliminar rapidamente os sintomas da sinusite - e as dores e o mal estar que a acompanham. A sinusite aguda exige um tratamento que restabeleça a drenagem dos seios, aliviando a dor e controlando ou eliminando as causas da inflamação. Descongestionantes podem ser recomendados para auxiliar a drenagem, assim como medicamentos que aliviem as dores de cabeça e faciais provocadas pela inflamação dos seios. E os antibióticos são geralmente receitados para destruir as bactérias que provocam a inflamação. Se não houver outras complicações, os antibióticos são muito eficientes. No entanto, é necessário manter o tratamento durante todo o período indicado pelo médico, pois interrompê-lo antecipadamente oferece à bactéria maiores oportunidades de desenvolver resistências aos antibióticos, o que se traduz por uma escalada do problema.

Se as melhoras não surgem após uma semana ou mais, deve-se consultar novamente o médico, pois poderá ser necessário utilizar um outro antibiótico ou fazer testes e tratamentos mais prolongados. Dada a actual situação de emergente resistência aos antibióticos, é possível que o médico deseje esperar um pouco antes de iniciar o tratamento por meio de antibióticos. Será durante esse período que se tornará mais claro se a doença é apenas uma gripe ou realmente uma sinusite.

Para quem sofre de sintomas crónicos, o médico poderá utilizar a endoscopia nasal para examinar as passagens nasais e as aberturas dos seios. O nariz será alvo de uma anestesia local para depois se lhe inserir um tubo muito leve, fino e flexível. A sinusite crónica é normalmente muito mais difícil de tratar. O médico poderá receitar um antibiótico de espectro alargado que destrói um maior número de bactérias e o tratamento poderá também prolongar-se por muito mais tempo. De uma maneira geral, os antibióticos não conseguem curar a sinusite crónica, especialmente as provocadas por obstruções no nariz ou nos seios nasais. Também os descongestionantes poderão não ter efeito para auxiliar a drenagem dos seios no caso de uma sinusite crónica.

Como forma de auxílio, o médico poderá receitar medicamentos que diluem o muco (mucolíticos) e que auxiliam a sua drenagem, mesmo perante inchaços ou obstruções das aberturas dos seios. Por vezes, são receitados sprays nasais com corticóides por forma a reduzir a inflamação crónica. Casos mais severos, podem exigir corticosteróides por via sistémica para combater a inflamação dos seios. Lavar as fossas nasais com uma solução salina pode ajudar alguma coisa.

Quando o tratamento médico se mostra incapaz, poderá ser aconselhável a cirurgia. A cirurgia funcional endoscópica dos seios é o tratamento cirúrgico mais vulgar para a sinusite crónica. Actua alargando as aberturas entre o nariz e os seios e melhorando a drenagem. Instrumentos específicos retiram os pólipos e removem todos os outros tecidos anormais. Entre 80 a 90 por cento das pessoas que se submetem a esta intervenção apresentam significativas melhoras.

 

Conselhos práticos

Eis alguns conselhos para as pessoas que sofrem de sinusite, tanto aguda como crónica:

  • Aqueça os seios nasais. Não pode deslocar-se para uma sala aquecida? Então aqueça um lenço no microondas e coloque-o sobre o nariz e os seios nasais. Cuidado para não se queimar. Use um spray nasal salino. Ou então misture 1/4 de colher de chá de sal e outro tanto de bicarbonato de sódio em 2,5 decilitros de água morna e irrigue o nariz com uma seringa ou um conta-gotas. Esta acção limpa e acalma as fossas nasais;
  • Não utilize sprays descongestionantes nasais a não ser que o médico o indique. Quando usados consecutivamente por mais de alguns dias, podem piorar os sintomas;
  • Tome os medicamentos conforme o que lhe foi indicado. Especialmente em relação aos antibióticos, é importantíssimo seguir exactamente o tratamento prescrito;
  • Mantenha-se afastado do tabaco e de outros poluentes do ar, porque provocam inflamações das fossas nasais;
  • Evite o álcool, que provoca desidratação e perspiração das fossas nasais, o que não é nada bom se estas já estiverem inflamadas.

 

Gripe ou sinusite?

A sinusite assemelha-se muitas vezes a uma gripe - febre, fadiga, congestão nasal, corrimentos nasais e rouquidão. Mas as causas e o tratamento são muito diferentes. Uma gripe melhora geralmente ao fim de uma semana e desaparece totalmente ao cabo de duas semanas. De uma maneira geral, não necessita de qualquer tratamento médico. A sinusite frequentemente dura mais tempo e necessita de tratamento. Quando se suspeita de ter contraído uma sinusite, é necessário recorrer ao conselho médico.

Fonte: ANF