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Leite para o seu bébé

 Leite para o seu bébé

 

A amamentação é recomendada nos primeiros quatro a seis meses de vida do bebé, na medida em que o leite materno possui proprieda- des que o tornam único, indo assim ao encontro das suas necessidades nutricionais nesta etapa do crescimento e desenvolvimento. O leite materno é rico em proteínas e gorduras, essenciais para o seu pequeno organismo, que ainda não possui reservas. os constituintes do leite materno são ainda valiosos na protecção do sistema imunitário do bebé, aumentando a sua defesa contra infecções. No entanto, o aleitamento materno nem sempre é possível devido, por exemplo, a algumas doenças que impedem que a mãe dê de mamar. Isto não significa, porém, que o bebé fique privado de uma alimentação adequada, visto que existem leites e fórmulas infantis – normalmente designados por "leite em pó  ou "leite em lata" – que respondem às necessidades nutricionais do bebé. São, no fundo, leites concebidos "à imagem" do leite materno, pois na sua composição entram nutrientes semelhantes. e tem sido até possível enriquecê-los com novos elementos, como por exemplo alguns ácidos gordos essenciais e agentes pré e próbióticos, importantes para o desenvolvimento do bebé.

 

Bebés diferentes, fórmulas diferentes

Os leites e fórmulas infantis ajudam o bebé a crescer e a desenvolver-se de forma saudável, indo ao encontro das diferentes fases de desenvolvimento e até de diferentes necessidades. Assim, consideram-se três tipos de leite:

  • leites para lactentes (ouleites 1) - destinam-se a bebés até aos quatro ou seis meses e têm o leite de vaca como fonte de proteínas;
  • leites de transição - dividem-se em leites 2, adequados entre os quatro e os 12 meses;
  • leites 3 (ou de crescimento), para crianças dos 9/12 aos 36 meses.

Qualquer um destes leites está disponível em formulações distintas que permitem alimentar bebés com indicações particulares, como alergias, cólicas, obstipação e desconforto digestivo.

Cada vez mais as alergias se manifestam cedo na infância, nomeadamente a alergia às proteínas do leite de vaca. Quando isso acontece, o bebé não pode ser alimentado com um leite infantil "normal", sendo necessário recorrer a fórmulas hipoalergénicas, à base de proteínas do soro de leite hidrolisado (isto é, as proteínas do leite de vaca que foram submetidas a um processo químico que lhes retirou a maior parte das substâncias que podem causar alergia). Também as cólicas são comuns entre os recém-nascidos. Para estes bebés existem os leites anti-cólicas, com um baixo teor em lactose e, por isso, melhor aceites pelo sistema digestivo.

Disponíveis estão também os leites anti-obstipantes, com um teor em lactose superior, que conduz ao aumento da actividade bifidogénica e "chamada de água" ao intestino, favorecendo o amolecimento das fezes e ajudando, desta forma, a ultrapassar um problema que é frequente entre os mais pequeninos.

No que respeita ao sistema digestivo, há ainda leites que facilitam a absorção e digestão - são os chamados leites para desconforto digestivo. Um outro tipo é o que se destina aos bebés mais difíceis de saciar. Estes leites designam-se, por isso mesmo, leites saciedade, sendo ricos em amido de milho e outras substâncias que prolongam o processo digestivo e aumentam a sensação de saciedade, sem que sejam ingeridas mais calorias.

 

Para fins medicinais

Há bebés que precisam de leites ainda mais específicos do que estes. E para eles foram criados leites e fórmulas próprios, com fins medicinais. Estão disponíveis apenas na nossa farmácia e alguns necessitam de receita médica.

Entre eles incluem-se as fórmulas à base de soja, para os casos de intolerância ou alergia às proteínas do leite de vaca e seus derivados, de intolerância à lactose e à sacarose e galactosemia. São fórmulas que, além de hidratos de carbono, contêm apenas proteínas e gordura de origem vegetal. Nesta categoria de leites com fins medicinais enquadram-se também os leites sem lactose, que se destinam a bebés com défice de lactase (a enzima que decompõe a lactose) e podem ser usados pontualmente após diarreias ou gastrenterites agudas.

Por sua vez, os leites anti-regurgitação são recomendados em situações de refluxo gastro-esofágico não complicadas. A sua composição inclui amido de arroz, de milho ou de batata ou, em alternativa, farinha de semente de alfarroba, o que os torna mais espessos, acelerando o esvaziamento gástrico e consequentemente reduzindo a ocorrência de refluxo.

Estão ainda disponíveis as chamadas dietas elementares e semi-elementares, concebidas para responder a situações em que a digestão não funciona adequadamente.

Também os prematuros ou bebés nascidos com baixo peso podem beneficiar de um leite específico, com um teor proteico mais elevado e com maior quantidade de proteínas solúveis. Qualquer um destes leites ou fórmulas infantis constitui uma alternativa segura e eficaz ao aleitamento materno.

Fonte: ANF

Pele frágil das crianças

 Pele frágil das crianças

 

A pele, como qualquer órgão, acompanha o crescimento e desenvolvimento do organismo: é natural que, na infância e até à puberdade, ainda não esteja completamente preparada para enfrentar o meio ambiente e desempenhar a sua importante função protectora.

Assim, a pele das crianças caracteriza-se por:

- Menor espessura da sua camada mais superficial, o que a deixa mais permeável;

- Tendência à secura, devido a uma reduzida actividade das glândulas sebáceas;

- Transpiração diferente da do adulto, devido à diferente actividade das glândulas que produzem o suor;

- PH neutro, o que pode facilitar o desenvolvimento de bactérias.

 

Razões para cuidar

Além destas características especiais, que a pele das crianças entre os 3 e os 12 anos apresenta, acaba também, por força da idade, por estar mais exposta a agressões externas: afinal, crianças destas idades andam muito ao ar livre... É por todas estas razões que há que dedicar à sua pele cuidados especiais. O que passa por usar os produtos de higiene e protecção mais adequados.

 

Cuidados passo a passo...

Os cuidados com a pele infantil passam pela limpeza, hidratação e protecção – para cada uma destas etapas há produtos adequados:

SIM a formulações suaves, sem sabão e com pH próximo da neutralidade, de preferência com uma substância hidratante. Preferindo-as a formulações com perfumes, fragrâncias, conservantes e corantes, pois podem causar irritação cutânea nas peles mais sensíveis.

  • Limpeza – para reforçar o papel da água naremoção de resíduos, os produtos devem respeitaras características da pele. Sem serem agressivos, sem corantes nem fragrâncias e com pH neutro, próximo do da pele da criança;
  • Hidratação – os produtos devem conter substâncias emolientes (por exemplo, aveia), que ajudam a combater a secura da pele; devem aplicar-se após o banho, com a pele ainda húmida;
  • Protecção – para tal, usam-se formulações-barreira (cremes, pomadas ou pastas), que defendem a pele das agressões externas.

Nesta farmácia, damos particular atenção à saúde dos mais pequenos. Aqui encontra, pois, uma equipa disponível para o informar sobre os cuidados essenciais a ter com a pele das crianças, bem como para o aconselhar sobre os produtos mais adequados para a manter protegida e saudável.

Fonte: ANF

Cólicas

 Cólicas

 

Choro sem causa aparente

É normal que um bebé chore pois é a sua forma de comunicar. Chora porque tem frio, calor ou fome, porque a fralda está molhada ou suja, porque está doente ou simplesmente desconfortável. Mas há bebés que choram sem razão aparente, todos os dias, várias horas por dia, sem descanso. Podem ser assim as cólicas.

O choro é incessante, o bebé está irritado, agita braços e pernas em sinal de desconforto na barriga. Assim acontece, normalmente, a partir da segunda semana de vida, com mais intensidade entre a quarta e a sexta e com tendência a desaparecer pelos três, quatro meses.

As cólicas não são a causa de todo o choro, usando-se uma regra simples – a de 3 por 4 – para as distinguir: pode estar-se perante cólicas se o bebé chora inconsolável nos primeiros 3 meses mais de 3 horas por dia, se o choro ocorre mais de 3 dias por semana e se prolonga por, pelo menos, 3 semanas.

 

Bébé saudável mas...

Não se conhecem exactamente as causas das cólicas, colocando-se várias possibilidades:

  • Imaturidade do aparelho digestivo;
  • Flatulência (gases) devido ao ar que o bebé engole enquanto mama (amamentação ou biberão) e durante o choro;
  • Intolerância à lactose (açúcar que existe no leite e que, se não for digerido pode levar a fermentação no intestino);
  • Alergia ao leite de vaca ou a outro componente da alimentação da mãe (e que passa para o bebé se estiver a ser amamentado);
  • Interacção entre os pais e o bebé (o choro gera stresse na família, o qual, por sua vez, é sentido pelo bebé e faz com que chore mais).

O importante é saber que as cólicas surgem, geralmente, em bebés saudáveis: apesar do desconforto, mantêm um bom reflexo de sucção e apetite, ganham peso e crescem ao ritmo esperado, interagem com o meio ambiente e são receptivos a cuidados e mimos.

O mesmo não acontece com um bebé doente, pelo que é preciso identificar os sinais que devem motivar uma consulta médica como a perda de apetite, prostração, vómitos, diarreia ou febre.

 

Colo, paciência e por vezes algo mais...

As cólicas tendem a desaparecer pelo terceiro mês de vida. Eis os gestos que as aliviam:

  • Altere a posição de amamentação ou aleitamento do bebé, colocando-o mais na vertical – facilita a expulsão do ar engolido e diminui a flatulência;
  • Em cada mamada, o bebé deve esvaziar primeiro uma mama antes de passar para a outra;
  • Massaje a barriga, no sentido dos ponteiros do relógio, ou coloque o bebé de barriga para baixo – favorece a expulsão de ar, diminuindo o desconforto;
  • Se está a amamentar, elimine ou reduza na sua dieta os alimentos que podem causar reacção no bebé – leite de vaca, citrinos, certos condimentos, bebidas com cafeína e o tabaco;

O médico pode achar necessário alterar o leite para uma alternativa sem lactose ou hidrolisada.

Pode ainda recorrer-se à ajuda de alguns medicamentos, sendo segura a utilização de antiflatulentos sob a forma de gotas. Não devem, contudo, ser usados como primeiro recurso, e é fundamental respeitar a dose recomendada.

Porque as cólicas incomodam os bebés e preocupam os pais, é preciso compreender que elas são comuns nos primeiros três a quatro meses de vida. A boa notícia é que depois passam.

Com a ajuda desta farmácia pode compreender o que são as cólicas, as suas possíveis causas e as diferentes soluções para aliviar o desconforto do bebé. Com o aconselhamento farmacêutico pode perceber melhor os sinais normais das cólicas nesta idade e distingui-los de situações mais graves.

Estrabismo

 Estrabismo

 

Na maioria dos casos o estrabismo surge nos primeiros anos de vida, mas pode igualmente revelar-se subitamente na idade adulta. O estrabismo pode prejudicar a visão de um dos olhos ou indicar uma perturbação orgânica mais profunda. É por isso que, seja qual for a idade, quando aparecem movimentos anormais dos olhos, torna-se necessário consultar rapidamente um especialista.O estrabismo pode ser congénito, estando assim presente desde o nascimento e evidenciando-se mais claramente durante os primeiros seis meses de vida. Nestes casos, os dois olhos não funcionam correctamente em conjunto: um dos olhos não acompanha o outro.

No caso de estrabismo congénito, as estruturas celulares do cérebro necessárias à sobreposição das imagens não chegam a desenvolver-se. Como consequência do estrabismo congénito, as crianças não adquirem a visão binocular. Por outras palavras, não conseguem distinguir inteiramente os relevos. Esta particularidade deve ser confirmada por meio de testes adequados.

Existem diferentes tratamentos - óculos e cirurgia - que permitem corrigir o estrabismo. Mas as crianças com estrabismo congénito não poderão adquirir a visão binocular já que as ligações nervosas entre um dos olhos e o cérebro são insuficientes. Não terão qualquer problema na vida quotidiana, mas certas profissões e certas actividades ser-lhe-ão inacessíveis como por exemplo a pilotagem de aviões.

Mas o estrabismo pode também instalar-se mais tardiamente, depois do primeiro ano de vida, durante a adolescência, ou mesmo na idade adulta.

Quando isto acontece, os problemas são diferentes uma vez que a visão binocular já está instalada. Contudo, tornam-se necessários cuidados rápidos, pois esta visão binocular poderá ser afectada.

O estrabismo pode também reaparecer num paciente já convenientemente tratado.

 

Não perder tempo

Para além do problema estético, é necessário estar atento e agir rapidamente por duas razões. A primeira é que o estrabismo pode pôr em perigo a visão do olho desviado. Diz-se, nestes casos, que o olho se torna amblíope: perde a sua função visual. Um tratamento rápido é essencial.

A segunda razão é que o estrabismo pode aparecer como um sinal exterior de uma causa orgânica profunda que é indispensável descobrir e afastar.

Estas duas razões são mais do que suficientes para que se realize um exame completo tão depressa quanto possível a todas as crianças que sofrem de estrabismo. O oftalmologista poderá assim examinar a mobilidade do olho, avaliar da existência de uma eventual miopia ou hipermetropia associada e verificar se o estrabismo não está ligado a uma anomalia do cristalino, da retina ou do nervo óptico.

 

Primeiro os óculos

Na maioria dos casos, o primeiro acto terapêutico consiste da prescrição de óculos. Uma criança afectada de estrabismo com hipermetropia - os olhos entortam-se quando observa objectos próximos - deve usar óculos correctivos. Evitando o esforços de acomodação, os óculos reduzem o estrabismo e representam um primeiro progresso.

No caso do estrabismo congénito, o uso de óculos com uma venda sobre o olho permite fazer trabalhar o olho desviado. A venda deve ser colocada alternadamente sobre cada um dos olhos por períodos de um dia. Isto permite dar mobilidade ao olho desviado sem que o outro perca as suas capacidades. Este exercício terá que ser prosseguido durante meses ou até mesmo anos.

Se, ao fim deste tratamento ocular, o estrabismo persistir deve então passar-se à intervenção cirúrgica.

Nos casos em que o estrabismo é adquirido depois do primeiro ano de vida, cola-se sobre os óculos fitas com pequenos prismas. Se este tratamento for insuficiente deverá então operar-se.

 

Depois operar

Uma intervenção cirúrgica de grande precisão pode torna-se necessária para restabelecer o paralelismo dos olhos.

Ao acordar não se usam pensos. O paciente pode abrir os olhos, mas o melhor é contentar-se apenas com algumas horas de luz suave. Em geral, alguns dias são suficientes para que a criança possa regressar à escola.

Se o estrabismo for muito acentuado poderão ser necessárias várias intervenções.

 

Quando agir?

Para além dos 3 meses de vida, o estrabismo exige um exame rigoroso

Ver subitamente em duplicado, em qualquer idade, impõe a consulta imediata a um especialista

 

TESTE A COORDENAÇÃO VISUAL DA CRIANÇA

Este teste só deverá ser efectuado a partir dos 6 meses. O teste é muito simples, consistindo apenas na realização dos exercícios abaixo mencionados.

  1. Desloque um objecto diante da criança e verifique se os dois olhos seguem em conjunto o movimento.
  2. Recomece o exercício cobrindo um dos olhos. Verifique se o outro olho segue correctamente o objecto. Repita o teste para os dois olhos.

Parece-lhe que a criança entorta os olhos quando observa de perto um objecto? Põe a cabeça de lado para olhar? Se tiver qualquer dúvida, fale com o pediatra ou com o médico de família.

 

Três tipos de desvios

O estrabismo corresponde a um desvio anormal do alinhamento dos olhos. Distinguem-se três formas: estrabismo convergente, em que os eixos dos olhos se aproximam demasiado, o estrabismo divergente, em que os eixos dos olhos estão muito afastados e o estrabismo vertical, com desvio para o alto. Este último é bastante mais raro.

Fonte: ANF

Olhos

 Olhos nos...olhos

 

É preciso estar de olho nos olhos dos bebés logo após o nascimento. O ideal seria vigiar a visão na mais tenra infância, mas quase sempre é na idade escolar que se detectam os problemas. E há comportamentos que indiciam que a saúde dos olhos não é a melhor. É preciso estar atento!Imagine duas crianças. Têm a mesma idade, frequentam a mesma escola do ensino básico (a antiga escola primária). Nenhuma tem dificuldades de aprendizagem e, no entanto, apresentam comportamentos completamente distintos nas aulas e fora delas. Uma dessas crianças senta-se na última fila da aula, está sempre desatenta, perde-se a olhar pela janela. A outra é o oposto: senta-se na primeira fila, está sempre concentrada, ouve a professora com atenção. A primeira não gosta de ler, a segunda gosta, não gosta é de ir ao quadro.


No recreio, as diferenças também são visíveis: a primeira criança é comunicativa, expansiva e faz amigos com facilidade; a segunda isola-se, senta-se sozinha com um livro, não participa com os amigos. A primeira destas crianças perturba a aula e o seu rendimento escolar é baixo; quando lhe pedem para ler, recusa-se, mas aceita resolver os exercícios escritos no quadro. Já a segunda é a melhor aluna da sala. No entanto, na hora de fazer os exercícios olha para o colega de carteira, o que leva a professora a desconfiar.


Na verdade estas duas crianças têm algo em comum - problemas de visão: a primeira sofre de hipermetropia, ou seja, dificuldade em ver ao perto, e a segunda tem miopia, dificuldade em ver ao longe. Por isso, a primeira vê bem o que se passa no quadro e a segunda prefere ler.


E porque se comportam assim de modos tão diferentes? Aquela que tem dificuldade em ver ao perto foge dos livros, porque não percebe o que neles está escrito, e distrai-se com as imagens do exterior, com horizontes mais amplos do que as páginas colocadas sob o seu nariz. Já a criança que tem dificuldade em ver ao longe, prefere naturalmente os livros, sentido as imagens do exterior como uma incógnita. É o medo do desconhecido que a torna introvertida.


De facto, a hipermetropia e a miopia são dois dos problemas de visão mais comuns na infância e que se descobrem quase sempre na idade escolar, quando o baixo rendimento escolar ou determinados comportamentos levam pais e professores a desconfiar que algo está mal.


E isto acontece assim porque os rastreios em oftalmologia ainda não são uma prática corrente, fazendo-se quase sempre entre os cinco e os seis anos quando muitos especialistas aconselham que se devem fazer logo à nascença. Se houver um histórico familiar de problemas de visão, o acompanhamento da criança deve ser o mais precoce e o mais regular possível. Só assim é possível minorar as consequências, além de que a maior parte desses problemas é passível de correcção.

 

De pequenino se vai ao oftalmologista

Tal como os restantes órgãos do corpo humano, também os olhos vão adquirindo maturidade. Quando nasce, e no pressuposto de que houve uma gestação normal, os olhos do bebé são pequeninos e a luz é focada num local inadequado da retina, dando uma imagem enevoada. Porém, com o crescimento, os olhos vão aprendendo a focar, de modo a dar ao cérebro uma imagem correspondente ao real. Até que aos 12 meses uma criança tem visão a 100%.


Apesar da imaturidade dos olhos, é preciso que pais e médicos estejam atentos ao comportamento visual da criança. Isto sabendo-se que com um mês a criança é capaz de fixar um objecto e segui-lo por segundos, que com três meses acompanha o movimento desse objecto e é capaz de focar as mãos e que, entre o quinto e o sexto mês de vida, já consegue alcançar um novo objecto que entre no seu campo de visão. Alterações a este padrão devem suscitar uma visita ao oftalmologista.


Aliás, também aqui a prevenção é o melhor remédio, pelo que o ideal seria submeter a criança a um primeiro exame oftalmológico no primeiro ano de vida, ainda que o pediatra, na consulta regular, faça ele próprio alguns testes. Pelos cinco anos deve efectuar-se novo rastreio, na medida em que esta é a idade da alfabetização.


Cabe aos pais e educadores vigiar a visão da criança, na medida em que ela dificilmente se queixará, até porque não tem consciência se vê bem ou mal. A maior parte dos problemas visuais nesta fase de crescimento não se detecta a olho nu, mas há alguns sinais a observar: se a criança apresenta sensibilidade à luz, se esfrega os olhos com frequência, se franze os olhos com frequência, se lacrimeja ou tem os olhos vermelhos, se fecha um dos olhos ou coloca a mão por cima para ver melhor, se as pupilas têm tamanhos diferentes, se os olhos são tortos, se a abertura das pálpebras é diferente nos dois olhos.


Perante um destes sinais há que consultar um especialista, que medirá a acuidade visual e fará o despiste de eventuais doenças. Uma das mais comuns na infância é a ambliopia, também conhecida como \'olho preguiçoso\': acontece quando um olho é mais usado do que outro, havendo necessidade de recorrer a óculos, quase sempre colocando um tampão no olho mais usado, de modo a estimular o outro. A miopia (dificuldade em ver ao longe), a hipermetropia (dificuldade em ver ao perto), o estrabismo (olhos tortos) e o astigmatismo (a imagem é desfocada devido a uma alteração da córnea) são igualmente frequentes nas crianças.


É possível corrigir estes defeitos, desde que detectados precocemente. Quando isso não acontece, as disfunções visuais vão-se agravando até que já não é possível reverter o processo. Não esquecer que a criança raramente se queixa de que vê mal, além de que ela própria se acomoda, ultrapassando as dificuldades com alguns truques. Como a criança que se senta na primeira fila porque vê mal ao longe... Como a que se recusa a ler porque vê mal ao perto...

 

Óculos sem drama
Usar óculos na infância pode ser um pequeno drama. A notícia cai sempre pior nos pais do que nas crianças. É que os pais ainda olham para os óculos de uma forma negativa, como se fossem um estigma. E normalmente quando uma criança os rejeita é porque os próprios pais já lhe passaram essa noção negativa.


Há, pois, que acabar com o preconceito em relação aos óculos e transmitir à criança a ideia de que usá-los até pode ser divertido. A começar pela escolha: experimentar armações pode ser um momento entusiasmante, uma brincadeira em que pais e filhos participam. Tanto mais que actualmente já existem no mercado modelos bastante engraçados, adequados a um rostinho infantil.


Feita a escolha, há que usar de alguma psicologia, elogiando a estética, valorizando a importância do uso dos óculos, para que a criança não se sinta deslocada. O que exige a colaboração dos educadores, para que na escola ela não se sinta diferente dos amiguinhos.


Os cuidados com a estética das armações infantis estendem-se à segurança: os materiais são inquebráveis, os das lentes também, minimizando os riscos de um acidente.


Usar óculos na infância não deve ser, por si só, motivo de preocupação, pois pode ser a melhor forma de evitar óculos para toda a vida.

 

Sinais de Alerta
Como as crianças não se queixam, compete aos pais estarem de olhos bem abertos para os sinais que podem denunciar dificuldades visuais:

  • esfregar os olhos com frequência;
  • movimentos involuntários e ritmados dos olhos;
  • fechar ou tapar um dos olhos para ver;
  • franzir os olhos;
  • olhos vermelhos;
  • lacrimejar;
  • pupilas com tamanhos diferentes;
  • olhos torto;
  • sensibilidade excessiva à luz;
  • diferente abertura de cada uma das pálpebras.

E, claro, há que estar atento aos comportamentos, sobretudo quando a criança já anda na escola, pois podem evidenciar problemas visuais.

Fonte: ANF

Hipertensão nas crianças

 Hipertensão nas crianças

 

Pouca atenção é o que recebe a hipertensão em crianças e jovens. Porque se pensa – erradamente – que este é apenas um problema de adultos. Mas não é e cresce entre os mais pequenos ao ritmo de um estilo de vida que favorece o excesso de peso.

Da hipertensão pensa-se que é exclusiva dos adultos, quando, na realidade, está a aumentar entre as crianças e jovens. A Sociedade Portuguesa de Hipertensão estima mesmo que entre 20 a 30 por cento dos menores de 18 anos apresentem valores elevados de pressão arterial. Mas, apesar desta prevalência, apenas numa minoria a doença foi diagnosticada.

E, de facto, este é um dos principais problemas em torno da hipertensão arterial em crianças e jovens. O facto de estar subdiagnosticada tem implicações sérias na saúde futura, com um risco acrescido de doenças como o acidente vascular cerebral, o ataque cardíaco, a insuficiência renal, a aterosclerose e outras.

Não é fácil identificar a hipertensão nas crianças, na medida em que os valores considerados normais mudam à medida que crescem, sendo definidos em função do género, da idade, do peso e da altura. É o percentil que determina esses valores, ao contrário do que acontece nos adultos, em que há limites – 14/9. Acresce que a medição da pressão arterial nas crianças não é ainda uma prática corrente.

 

De mãos dadas com o excesso de peso

Quando se fala de hipertensão em menores distinguem-se duas situações: a hipertensão secundária, que tem subjacente uma doença, e a primária, associada ao estilo de vida. A secundária é mais comum entre as crianças com menos de dez anos, podendo ser desencadeada, nomeadamente, por patologias como as renais e cardíacas ou a diabetes do tipo 1. Já a primária ocorre sobretudo em crianças mais velhas e nos jovens, tendo como factores de risco o excesso de peso e a obesidade, a falta de exercício físico, uma dieta com excesso de sal, colesterol e triglicéridos elevados e diabetes do tipo 2.

É este tipo de hipertensão que está a aumentar, ao mesmo ritmo a que se deterioram os hábitos alimentares. Com a obesidade a afectar uma em cada três crianças portuguesas é de esperar que a hipertensão dispare, até porque, em regra, não há obesos que não sejam hipertensos.

Nem sempre a hipertensão nas crianças apresenta sintomas. Mas, quando eles acontecem, envolvem dor no peito, fadiga, dificuldade de concentração, dor de cabeça e dificuldade em dormir. São sintomas que decorrem do maior esforço exigido ao aparelho circulatório – os músculos do coração têm de fazer mais força para bombear o sangue e as artérias sofrem uma pressão acrescida à medida que transportam o sangue a todo o organismo.

Dado o risco de a hipertensão perdurar no tempo, mantendo-se pela vida adulta, é fundamental tratá-la quanto antes. Até porque há o risco de complicações, nomeadamente ao nível de doenças do coração e dos rins.

A primeira abordagem no tratamento envolve mudanças no estilo de vida. A começar pela alimentação, em que devem ser privilegiadas as fontes de fibras, vitaminas e minerais em detrimento das gorduras, dos açúcares e do sal. Aliás, a redução da ingestão de sal é decisiva no controlo da doença, o que passa por adicionar menos sal aos cozinhados, trocando-o por especiarias e ervas aromáticas, mas também por cortar nos alimentos salgados, como as batatas fritas e os aperitivos. Este é um esforço necessário para manter um peso saudável. A ele se deve juntar o incentivo da actividade física, complemento indispensável para fomentar a resistência e a flexibilidade do organismo.

Só nas situações mais graves ou quando a pressão não cede às mudanças no estilo de vida é que surgem os medicamentos. Se assim for há que seguir as indicações médicas à risca, de modo a manter os valores nos níveis considerados normais para a criança ou o jovem.

Para uma criança pode ser difícil adaptar-se às exigências do tratamento, pelo que é preciso envolver toda a família e dar o exemplo: afinal, uma alimentação saudável e o exercício físico fazem bem a todos, quer tenham ou não hipertensão.

 

Pressão arterial é...

É a pressão que o sangue exerce nas artérias durante as fases de contracção e distensão do coração. Exprime-se em milímetros de mercúrio (mm Hg), sendo considerados dois valores: um, mais elevado, que corresponde à pressão sistólica (contracção) e outro, mais baixo, relativo à diastólica (distensão).

O normal é uma pressão de 120/80 (12/8, como é normalmente lida). Considera-se que existe o risco de hipertensão quando ronda ou ultrapassa os 140/90. E de hipotensão quando a pressão máxima baixa dos 100 mm Hg. Do ponto de vista da saúde, uma pressão arterial baixa é preferível, por oposição à hipertensão.

Estes são, no entanto, valores meramente indicativos, oscilando em função de cada indivíduo. O importante é que haja conhecimento dos valores considerados saudáveis e que haja vigilância, de modo a detectar precocemente eventuais alterações. O que, no caso da hipertensão, é particularmente importante, dadas as possíveis complicações.

Fonte: ANF

Impetigo - superficial mas contagioso

 Impetigo - superficial mas contagioso

 

É assim o impetigo: uma infecção superficial da pele mas muito contagiosa. Coçar é meio caminho andado para espalhar as bactérias que dão origem a esta doença muito comum entre as crianças.

É entre os dois e os seis anos que o impetigo é mais comum, o que se explica pelo facto de, nestas idades, as crianças frequentarem espaços colectivos, onde o contacto directo é inevitável. Partilham brinquedos e outros objectos, tocam-se umas às outras, o que abre a porta ao contágio. É assim que muitas doenças proliferam entre os mais pequenos e o impetigo não é excepção.

Trata-se de uma infecção cutânea causada por duas bactérias, uma da família dos estafilococos e outra da família dos estreptococos. São bactérias que podem viver na pele sem provocar quaisquer danos, até que se aproveitam de uma ferida – um corte, um arranhão ou uma picada de insecto, por exemplo – para penetrar na epiderme e dar origem ao impetigo. Há, no entanto, excepções e, nas crianças, a doença pode desenvolver-se numa pele saudável, sem lesões aparentes.

Qualquer parte do corpo pode ser afectada, mas é sobretudo à volta do nariz e da boca, nas mãos e nos antebraços (e nas crianças mais pequenas, também na região das fraldas) que as lesões características da doença se concentram. São pequenas úlceras vermelhas que se rompem facilmente, deixando à mostra zonas de pele avermelhada e húmida que podem libertar fluidos. Gradualmente, forma-se uma crosta, entre o amarelo e o castanho. Na forma mais grave da doença, irrompem bolhas repletas de líquido ou pus, que causam dor e podem evoluir para úlceras mais profundas. Num caso e noutro, a comichão é grande.

E é precisamente a comichão que potencia a transmissão desta doença altamente contagiosa. Dado o incómodo, uma criança com impetigo tende a coçar as lesões, após o que facilmente leva as mãos a outras partes do corpo, espalhando a infecção. O contágio acontece também através do contacto directo com outras crianças (ou adultos) e da partilha de objectos, nomeadamente, toalhas, almofadas e lençóis. E, é claro, brinquedos, o que faz das creches, infantários e escolas espaços de risco.

Qualquer pessoa pode ter impetigo, mas quem sofre de doenças dermatológicas crónicas, como a dermatite atópica, tem maior probabilidade. Em adultos com diabetes ou sistema imunitário comprometido aumenta a possibilidade de contraírem a forma mais grave da doença.

 

Complicações raras mas possíveis

Apesar do elevado grau de contagiosidade, raramente o impetigo assume proporções graves. No entanto, as complicações são possíveis e não devem ser descuradas, porque, quando acontecem, podem ser muito sérias. Uma delas é uma inflamação renal chamada glomerulonefrite pós-estreptocócica, que ocorre quando os anticorpos que se formam em consequência da infecção danificam os glomérulos, as pequenas estruturas dos rins que filtram os resíduos tóxicos. Inchaço facial, sobretudo à volta dos olhos, escassa produção de urina e sangue na urina, pressão arterial elevada e articulações rígidas e dolorosas são os sintomas desta condição que, no extremo, pode evoluir para insuficiência renal crónica.

Outra complicação possível é a celulite, infecção das camadas mais profundas da pele que se pode espalhar pelos nódulos linfáticos e atingir a corrente sanguínea. Sem tratamento, pode colocar a vida em risco.

Em resultado do impetigo podem ocorrer ainda alterações na pigmentação da pele, que tanto pode ficar mais clara como mais escura.

Normalmente, em duas a três semanas o impetigo desaparece. O tratamento envolve antibióticos, dado que esta doença é causada por bactérias. Quando as lesões são localizadas, pode ser suficiente a aplicação de uma pomada antibiótica, mas se a infecção já se espalhou a outras partes do corpo pode ser necessário a administração oral de antibiótico. O que é importante é cumprir o tratamento de acordo com a prescrição médica, sob pena de a doença se complicar. A par do tratamento há medidas de higiene que ajudam à recuperação da pele. Assim, é fundamental manter a pele limpa, lavando as lesões com uma solução anti-séptica e, de preferência, mantê-las protegidas por uma gaze.

E dado que a comichão é grande, há que manter as unhas cortadas rente, de modo a prevenir o risco de aprofundar as lesões.

A prevenção passa também por cuidar das feridas para que cicatrizem rápida e correctamente: assim, há que desinfectá-las e protegê-las com um penso adequado.
Prevenir não é só evitar ser infectado, é também evitar infectar outros. É por isso que uma criança com impetigo deve ficar em casa, sem ir à escola, enquanto o tratamento não estiver concluído. Afinal, o risco de infecção é maior quando há muitas pessoas juntas. E também aumenta no verão, dada a preferência das bactérias pelo clima quente e húmido.

Fonte: ANF

Afogamento

 Afogamento - o drama

 

É em silêncio que uma criança se afoga: alguns segundos e uma pequena quantidade de água bastam. Em tempo de férias, há que prevenir e apostar em mergulhos seguros.

As férias são momentos de prazer e descontracção, longe do bulício e da azáfama do quotidiano no trabalho ou na escola. Mas, quando há crianças por perto, nunca se pode estar completamente descontraído. Porque os acidentes acontecem. E acontecem com demasiada frequência quando as brincadeiras envolvem mergulhos na piscina ou no mar.

Todos os anos os noticiários televisivos e as páginas dos jornais fazem eco de afogamentos infantis, em piscinas privadas ou de aldeamentos turísticos, em praias fluviais ou marítimas. São notícias quase sempre com um desfecho fatal, a chamar a atenção para a importância de vigiar as crianças em tempo de férias.

Pode não parecer, mas a água exerce uma atracção extraordinária sobre as crianças: as mais pequenas fascinam-se com o brilho, com o movimento, com os sons, com o facto de os objectos flutuarem. As mais velhas são atraídas pela aventura dos mergulhos mais ou menos profundos, perdendo-se na vontade de tirar partido da versatilidade oferecida por uma piscina ou pelas ondas do mar.

Esta atracção pode torná-las arrojadas, potenciando brincadeiras pouco seguras. Sobretudo quando há mais do que uma criança envolvida, é fácil acontecer um acidente: uma corrida à volta da piscina, uma escorregadela ou um empurrão. Mesmo quando a criança sabe nadar o afogamento é um risco. Que se concretiza em poucos segundos e em silêncio. Não há gritos nem movimentos bruscos, tudo acontecendo sem sobressaltos, sem chamar a atenção. Daí que, quando o afogamento é detectado, muitas vezes já seja tarde demais.

Pela dimensão do perigo, todos os cuidados são poucos. Sobretudo nesta altura do ano em que as férias se passam, muitas vezes, em casas alugadas, com piscina mas sem vigilância.

O ideal de segurança seria que todas as piscinas – incluindo as de casa e as de condomínios privados – fossem protegidas por uma vedação, de modo a limitar o acesso das crianças mais pequenas. É que muitos dos acidentes não acontecem quando a criança está dentro de água, mas por escorregar e cair acidentalmente na piscina. Com uma rede e uma porta a manter as distâncias, é mais seguro brincar nas proximidades.

Na hora de aproveitar a piscina, é essencial que a criança – se não souber nadar - use braçadeiras ou um colete adequado. As bóias são menos seguras, na medida em que a criança se pode atrapalhar. Pode igualmente atrapalhar-se com colchões e outros brinquedos, pelo que a sua presença na água deve ser limitada ao indispensável para a diversão. E quando a piscina não estiver a ser utilizada estes objectos devem ser retirados: é que podem atrair a curiosidade infantil, levando a criança a debruçar-se para os agarrar e potenciando o risco de uma queda.

 

Sempre com vigilância

Muita da segurança passa pela vigilância humana. As crianças não devem ser deixadas sozinhas na piscina. Nem perto dela. Em reuniões sociais, é fácil os adultos descurarem a atenção, distraídos que estão com a conversa ou outros afazeres. Mas convém que haja sempre um de guarda aos mais pequenos, porque os acidentes acontecem quando menos se espera.

O mesmo cuidado deve ser aplicado aos banhos de banheira. Mesmo quando a água é pouca. Porque basta que o adulto saia para atender o telefone ou abrir a porta: uma escorregadela é suficiente para a cabeça da criança ficar submersa e ela não conseguir virar-se.

Os acidentes em tão pouca quantidade de água parecem improváveis, mas a realidade demonstra que acontecem.

Na banheira, como em tanques rurais ou num simples balde de água. São muitas as circunstâncias que podem jogar contra uma criança nesta relação com a água.

Na praia, além da água, entram em jogo a temperatura, as correntes, os declives naturais, as rochas.

Num lago, num rio ou no mar, tudo pode mudar subitamente, apanhando desprevenidos os banhistas e, por maioria de razão, as crianças.

Daí a necessidade de serem acompanhadas por um adulto e ensinadas a respeitar algumas regras de segurança, como nadar ao longo da costa e não em direcção ao horizonte, como saltar em vez de mergulhar, como permanecer nas áreas designadas para a natação.

Porque a praia ainda é o destino de férias da maioria dos portugueses, o melhor é prevenir os acidentes e fazer dos momentos à beira da água momentos à prova de afogamento.

 

Prevenir os acidentes

As férias são momentos de descoberta de novos locais para toda a família, momentos que os pais desejam de descanso mas que para as crianças implicam uma maior liberdade e maior actividade. Para que estes objectivos se cumpram em segurança, a APSI deixa alguns conselhos:

  • Faça o reconhecimento do local mesmo antes de desfazer as malas;
  • Verifique os potenciais factores de insegurança no exterior e interior;
  • Adopte medidas de precaução (se necessário) e estabeleça regras, nomeadamente sobre a utilização da piscina e os banhos no mar;
  • Informe-se sobre os serviços de saúde locais e mantenha sempre consigo os respectivos contactos.

 

Mergulhos mais seguros

Para mergulhos mais seguros, há algumas regras simples mas essenciais que convém respeitar:

  • Ensine as crianças a nadar;
  • Se não souberem nadar, coloque-lhes braçadeiras ou um colete insuflável;
  • Não as deixe sozinhas na piscina ou junto ao mar; as mais pequenas também não devem ser deixadas sós na banheira;
  • Verifique a profundidade antes de as deixar mergulhar;
  • Ensine-as a nadar apenas nas zonas em que é permitido;
  • Remova brinquedos e bóias da piscina;
  • Proteja a piscina com uma vedação e mantenha o acesso fechado se a piscina não estiver a ser usada.

Fonte: ANF

Bronquiolite

 Bronquiolite - Epidemia dos infantários

 

A culpa não é das creches e infantários, mas é verdade que as crianças que os frequentam têm mais probabilidade de ser contaminadas pelo vírus da bronquiolite. E isso devido ao elevado grau de contágio da doença, que afecta sobretudo meninos e meninas até um ano de idade.

Não é uma doença exclusiva das crianças, mas manifesta-se sobretudo nos primeiros anos de vida, com maior incidência entre os seis e os doze meses. Por isso, quase todos os pais conhecem bem os sintomas da bronquiolite, uma doença que se propaga com muita facilidade e que encontra nas creches e infantários o terreno mais fértil para a sua disseminação. Onde há muitos meninos, o mais certo é aparecer o vírus da bronquiolite.

O VRS – Vírus Respiratório Sincícial é o principal implicado na bronquiolite, cujos sintomas se confundem com os da gripe. Declara-se com mais frequência nos meses de Inverno e a ele se devem boa parte das hospitalizações infantis nesta época do ano. Não há bactérias que causem esta doença, muito embora também haja semelhanças com a broncopneumonia bacteriana. Trata-se de uma doença muito comum do aparelho respiratório dos lactentes que produz uma inflamação dos bronquíolos, centrada na mucosa interna destes canais respiratórios. Inflamados, os bronquíolos ficam mais estreitos e produzem grandes quantidades de secreções, o que aumenta ainda mais a obstrução.

A circulação do ar entre o nariz e os alvéolos torna-se, assim, uma missão dolorosa. Está-se então perante um quadro de insuficiência respiratória, caracterizado pela escassez de oxigénio no sangue e o respectivo aumento do anidrido carbónico.

 

Uma luta de gatos no peito

A doença manifesta-se após o contacto da criança com outras já com sintomas da infecção respiratória. Os primeiros sinais confundem-se com os da constipação e da gripe: secreção nasal, tosse, alguma febre. Alguns dias depois, a criança fica claramente prostrada e sem apetite, a febre pode elevar-se (ainda que não seja um sintoma comum a todos os casos de bronquiolite). Progressivamente, surge a dificuldade respiratória, a pieira.

É como se no peito da criança se travasse uma luta de gatos, perfeitamente audível. Respirar torna-se penoso, o que interfere com a alimentação. Com o aumento da obstrução dos canais respiratórios, pode aparecer uma coloração azulada nos lábios, a chamada cianose, um indicador da menor quantidade de oxigénio no sangue. A etapa mais crítica são as primeiras 48 a 72 horas desde que se declaram as dificuldades respiratórias. Dez a quinze dias depois, os sintomas costumam desaparecer. No intervalo, o tratamento faz-se à base de antipiréticos (para baixar a febre) acompanhados de bastante ingestão de líquidos (apesar da falta de apetite). Em regra não são prescritos antibióticos, já que a bronquiolite tem uma origem viral. O grande alívio é dado pelos aerossóis, já que contribuem para diminuir a contrição dos bronquíolos e a produção de secreções.

A humidificação das vias aéreas – é disso que se trata – pode perfeitamente ser feita em casa, fazendo vapores na casa de banho (enche-se a banheira de água quente e deixa-a a criança respirar o vapor) ou utilizando um aparelho próprio, o nebulizador. Quando as secreções se concentram em excesso e a criança, dada a imaturidade do seu organismo, não as consegue expelir, pode haver necessidade de recorrer à cinesioterapia. Mediante esta técnica, o tórax é massajado e friccionado por forma a libertar as secreções, que acabam por ser eliminadas com as fezes. Em casos mais graves pode haver lugar a hospitalização para receber oxigénio. Bebés de risco Na maioria das vezes, a bronquiolite é benigna, passando sem deixar marcas. Mas há bebés mais vulneráveis e que, por isso, exigem uma atenção redobrada. É o caso dos menores de três meses ou dos que nasceram prematuros. E dos que sofrem já de insuficiências respiratórias ou cardíacas, que devem ser hospitalizados para uma vigilância e cuidados adequados.

Aliás, a bronquiolite é uma das principais causas de internamento infantil, sobretudo no Inverno. Não há propriamente crianças mais predispostas, mas a verdade é que aquelas que não foram amamentadas ao peito têm menos defesas. As que frequentam creches e infantários também, dado que convivem com muitas outras crianças, o que aumenta as probabilidades de contágio. Filhos de pais fumadores são igualmente mais vulneráveis, o mesmo acontecendo com as crianças que são levadas com frequência para ambientes fechados e com ventilação artificial (ar condicionado), como centros comerciais. Dado o elevado grau de contágio, há alguns cuidados que os adultos devem ter, de modo a preservar os mais pequenos. Assim, devem evitar o contacto da criança com pessoas constipadas, devem lavar adequadamente as mãos, sobretudo depois de assoar o nariz, rejeitar lenços de papel usados. Espirrar ou tossir longe da criança é obrigatório, se bem que não seja 100% seguro contra a transmissão do vírus. É que o ar dá boleia à mais pequenina gota de saliva ou secreção nasal.

Fonte: ANF

Pequenos mas protegidos do SOL

 Pequenos = Protegidos do SOL

 

É assim que devem estar os bebés e as crianças quando expostos aos raios solares: protegidos ao máximo. Para aproveitarem o melhor do bom tempo e das férias sem os riscos associados ao sol.

Quando se trata da exposição solar, todos – não importa a idade – devemos estar protegidos. Mas os mais pequenos carecem de protecção reforçada, sobretudo porque a sua pele é ainda imatura, possuindo poucas defesas contra raios que – está provado – podem ser muito perigosos para a saúde.

O sol é necessário e até faz bem – é a nossa fonte principal de vitamina D, que ajuda a absorver o cálcio, logo, a formar ossos fortes e saudáveis. Mas não é preciso estar muito tempo ao sol para dele retirar o máximo benefício. Tudo o mais pode ser excessivo e até nocivo se a exposição não se rodear dos devidos cuidados.

E é na infância e juventude que se concentra a maior parte da exposição solar, o que significa que é nesta altura da vida que é fundamental apostar na prevenção. Tanto mais que a pele tem memória, com os erros a acumularem-se ao longo dos anos e as consequências a surgirem mais tarde, mas cada vez mais precocemente.

Dado o risco, quando se trata de expor crianças ao sol – a exposição de bebés com menos de seis meses é desaconselhada – a ordem é para proteger, proteger, proteger. E porque a informação é uma ferramenta essencial na prevenção eis respostas para algumas das questões mais comuns associadas à protecção solar na infância:

 

Porque é que a pele dos bebés e das crianças é mais vulnerável à radiação ultravioleta?

A pele constitui uma barreira natural contra as agressões do meio ambiente, mas nos bebés e nas crianças ainda não está plenamente desenvolvida, pelo que é mais frágil. Uma fragilidade que decorre do facto de ser menos espessa e de as suas células serem menos coesas, o que facilita a passagem da radiação solar. Por outro lado, as glândulas sudoríparas ainda não funcionam a 100%, pelo que o suor produzido pela pele infantil é insuficiente para arrefecer o corpo. Também as glândulas sebáceas (responsáveis pela produção de gordura) são imaturas. Além disso, é uma pele com menos melanina, substância que constitui a primeira linha de defesa contra o sol.

 

Porque é que as crianças de cabelos e olhos claros são mais sensíveis?

Estas crianças são mais sensíveis porque possuem menos melanina do que as de cabelos e olhos escuros. Perante a radiação solar, os melanócitos (células que se encontram na parte mais profunda da epiderme, a camada mais superficial da pele) começam a produzir a melanina, uma substância de cor acastanhada que sobe lentamente até à superfície. Um processo que leva entre 48 a 72 horas após a primeira exposição solar e que se mantém enquanto durar a radiação. No fundo, a produção de melanina é uma resposta à exposição solar, agindo como um mecanismo natural de defesa. Porém, existe em diferentes concentrações e tonalidades, resultando em diferentes tons de pele. Quanto mais clara é a pele, menos melanina possui e menos protegida está. Quanto mais escura, mais é a capacidade de absorção dos raios. No entanto, todas as peles necessitam de protecção solar, mesmo as mais escuras.

 

Que outros factores de risco existem?

A exposição solar desprotegida é também mais arriscada para as crianças com muitos sinais cutâneos e para as que possuem antecedentes familiares de cancro da pele, nomeadamente de melanoma (o mais perigoso).

 

Os raios solares são todos iguais?

Quando se fala em exposição solar, fala-se sobretudo na radiação ultravioleta, constituída por raios invisíveis que, quando atingem a pele, são passíveis de causar danos. São três os tipos de ultravioleta: A, B e C. Os A passam facilmente através da camada de ozono, constituindo a maior parte da radiação que recebemos. São eles que bronzeiam, mas também que causam o envelhecimento precoce da pele e contribuem para o cancro cutâneo. Quanto aos B, boa parte é absorvida pela camada de ozono, mas os que alcançam a superfície terrestre são suficientes para causar queimaduras, cataratas e cancro. Já os C, são os mais perigosos mas são bloqueados pelo escudo protector da terra.

 

Quando é que a radiação é mais perigosa?

Os ultravioleta A e B são mais perigosos quando incidem a pique sobre a superfície terrestre, o que corresponde ao período entre as 11 e as 16 horas. Neste intervalo, bebés e crianças não devem ser expostas ao sol. O protector solar deve ser sempre aplicado nas crianças, mesmo que seja apenas para brincarem no quintal ou no jardim. Este cuidado deve ser mantido inclusive em dias nublados, pois os raios atravessam as nuvens – é o chamado sol invisível, tão perigoso para a pele quando como brilha.

 

Como se devem proteger as crianças da exposição solar?

O melhor amigo da pele, em qualquer idade, é o protector solar. Que, nos dias de calor, deve ser aplicado em abundância, ainda antes de sair de casa.

E depois renovado a cada duas horas ou a intervalos menores, se a criança for ao banho ou transpirar muito. Todas as zonas expostas devem ser generosamente protegidas, com especial atenção para as orelhas, ombros e pescoço e a região atrás dos joelhos. Mãos e pés também devem ser protegidos e nos lábios deve aplicar-se um batom próprio. Na pele adjacente ao fato de banho deve igualmente espalhar-se protector, pois as brincadeiras fazem deslizar o tecido.

 

Que protector escolher?

É fundamental escolher um produto específico para crianças com um factor de protecção igual ou superior a 30. E que seja hipoalergénico (sem parabenos e sem perfume), que proteja contra os raios UVA e UVB e seja resistente à água (nenhum é completamente à prova de água, pelo que, após o banho, o protector deve ser renovado). Também é aconselhável escolher um protector com ecrã mineral, à base de dióxido de titânio ou óxido de zinco.

 

Além do protector, que outros cuidados se devem ter?

É importante manter as crianças à sombra nas horas em que a radiação é mais intensa (ainda que a sombra não seja totalmente segura, pois os raios atravessam os toldos e chapéus de sol, reflectindo-se na areia e noutras superfícies). As crianças devem ainda usar vestuário com malha apertada (deixa passar menos radiação), já existindo peças com protecção UV. Devem ainda usar chapéu (de preferência, com abas, de modo a projectar sombra sobre zonas tão sensíveis como as orelhas, a nuca, o nariz e os olhos). É também aconselhável que usem óculos de sol, com protecção UV igual ou superior a 99%. A protecção passa ainda pela ingestão regular de líquidos, de modo a prevenir a desidratação.

 

O que fazer se a criança apanhar um "escaldão"?

Geralmente, as queimaduras solares não se denunciam de imediato, com os sintomas – sensação de calor e dor, arrepios e comichão – a surgirem mais ao fim do dia, já após a exposição solar.

O que há a fazer é dar um banho de água tépida (não fria) para arrefecer a pele ou, em alternativa, aplicar compressas frescas, de modo a aliviar o calor e a dor. Depois, há que aplicar um produto específico (sob a forma de gel ou loção). Se a criança tiver febre, pode aliviar-se com um analgésico (paracetamol ou ibuprofeno, mas não aspirina). E, claro, deve manter-se longe do sol até que a pele recupere.

Estes são cuidados básicos mas essenciais quando se trata de proteger as crianças da exposição solar. Mas precisamente porque estamos a falar de crianças nem sempre é fácil conquistá-las para esta causa: quando estão na brincadeira, facilmente resistem à aplicação do protector e se esquecem do chapéu... Há que insistir e dar o exemplo: quando os adultos também se protegem têm mais credibilidade junto dos mais pequenos.

Fonte: ANF

Rotavírus - vacinar para evitar gastroenterite

 Rotavírus - vacinar para evitar gastroenterite

 

Não se fala muito dele, mas é provável que a maioria das crianças tenha, pelo menos, um episódio de doença provocado pelo rotavírus – ele é, afinal, a principal causa da gastroenterite. o risco de contágio é elevado, mas é possível prevenir, com vacinação e um hábito muito simples – lavar as mãos.

Chama-se rotavírus e é a principal causa de gastroenterite, uma infecção do sistema digestivo com elevada incidência nas crianças, sobretudo até aos cinco anos. É um vírus que se caracteriza por uma grande facilida- de de contágio, o que explica que se propague, com frequência, em espaços onde há muitas crianças concentradas, como creches e infantários.

E as crianças partilham objectos, tocam-se umas às outras constante mente, levam as mãos à boca a todo o instante. É através da boca que o vírus entra no organismo, bastando que as mãos tenham estado em contacto, directo ou indirecto, com fezes de uma pessoa infectada. Sendo a boca a porta de entrada do vírus no organismo, ele segue depois um caminho descendente até ao sistema digestivo. E são digestivos os seus principais sintomas – os vómitos e a diarreia. As fezes perdem consistência, tornando-se muito líquidas e assim podendo permanecer durante vários dias.

E quando este cenário se mantém por muito tempo o maior risco é de desidratação, dado que a criança perde fluidos por duas vias. e, estando prostrada, é provável que não tenha apetite, o que contribui para uma menor ingestão de líquidos fornecidos pelos alimentos, aumentando o desequilíbrio de fluidos.

Os sinais a vigiar incluem sede, irritabilidade, letargia, olhos afundados nas órbitas, boca, língua e pele secas, menor frequência urinária e menor quantidade de urina e, nos bebés, ausência de fralda molhada por várias horas.

Para combater a desidratação, é fundamental tentar repor os líquidos perdidos, aumentando o consumo de água – mas não de sumos de fruta ou refrigerantes, pois podem agravar a diarreia. A criança deve, dentro do possível, comer normalmente, apesar de os vómitos não facilitarem a ingestão de alimentos. Para atenuar o desconforto, pode ser útil mastigar tostas ou bolachas de água e sal, sendo aconselhável oferecer os alimentos em pequenas doses. os lacticínios, gorduras e açúcares devem ser evitados.

A gastroenterite é uma doença de origem viral, o que significa que não existem medicamentos específicos. o que se faz é actuar sobre os sintomas. Os antibióticos não são eficazes, na medida em que se destinam ao combate de infecções causadas por bactérias. Dado o desconforto associado à gastroenterite – e porque a desidratação pode ter consequências graves para a saúde – o ideal é prevenir a doença. e há um gesto que está ao alcance de qualquer um – lavar as mãos. Porquê? Porque tudo aquilo em que as mãos tocam é um potencial foco de contaminação e, se as mãos não forem lavadas correctamente, facilmente transmitem o vírus para objectos e pessoas.

Na primeira linha da prevenção está também a vacinação. Existem vacinas que oferecem protecção contra cinco estirpes de rotavírus. Agora que estamos no Inverno, altura do ano em que o vírus está mais activo, esta é a altura para ponderar a vacinação. Faça-o connosco!

 

Fonte: ANF

Varicela

 Varicela

 

A varicela é uma infecção benigna da infância, causada por um vírus – o varicella-zoster. É mais frequente no Inverno e na Primavera, afectando sobretudo crianças até aos 12 anos.

Faz-se anunciar por febre ligeira, dores de cabeça, falta de apetite e mal-estar geral. Por vezes pode existir dor de estômago.

A sua manifestação típica são pequenas manchas vermelhas na pele, como uma picada de insecto: concentradas no couro cabeludo, face e tronco ou espalhadas pelo corpo. Podem atingir a boca e garganta, orelhas e órgãos genitais.

As manchas transformam-se em bolhas cheias de líquido – vesículas – que vão secando até que se forma uma crosta. Pode haver, ao mesmo tempo, dezenas de bolhas em diferentes fases: enquanto umas secam, outras irrompem, num ciclo que pode durar uma a duas semanas, até que as crostas vão caindo, em geral sem deixar cicatrizes.

Porém, as bolhas causam muita comichão e uma vontade irresistível de coçar, que deve ser contrariada pois há o risco de ferir a pele com as unhas e abrir caminho a uma infecção bacteriana.

 

Contágio fácil e rápido

A varicela é altamente contagiosa, disseminando-se facilmente entre irmãos ou entre colegas de escola.

O contágio acontece ao tossir, falar ou espirrar: o vírus viaja nas partículas de saliva e rapidamente se aloja num organismo saudável, infectando-o. Pode haver contágio através do contacto directo com lesões da pele.

Uma criança doente pode contagiar outras mesmo antes de se desenvolverem os primeiros sintomas. O risco de contágio inicia-se cerca de 10 dias após contacto e man- tém-se até que todas as bolhas estejam cicatrizadas. Isolar e tratar a criança doente é a melhor forma de evitar o contágio.

 

Aliviar é possível...

Em geral, basta deixar a varicela seguir o seu curso, adoptando alguns cuidados como:

  • Repouso;
  • Banhos tépidos para acalmar a comichão, podendo adicionar-se à água produtos contendo amido ou aveia;
  • Aplicação de produtos com calamina nas manchas e bolhas, evitando tocar nos olhos;
  • Quando a doença se estende à boca e garganta dê alimentos moles ou líquidos e frios (sopas, iogurtes, papas), evitando alimentos ácidos e salgados;
  • Manter as unhas cortadas e as mãos bem limpas, para limitar o risco de infecção se a criança se coçar.

Para o tratamento da varicela é necessário o recurso a medicamentos:

  • Para baixar a febre; a aspirina e derivados não devem ser usados, pois podem causar doença grave nas crianças;
  • Para o alívio da dor, sobretudo quando há bolhas no interior dos orgãos genitais;
  • Para o alívio da comichão;
  • Nos casos mais graves o médico pode indicar um antivírico com aciclovir.

 

... Mas pode prevenir!

A vacina está já disponível no nosso país. Não faz parte do Programa Nacional de Vacinação, mas pode ser tomada com prescrição médica.

Quem deve vacinar-se?

 Crianças entre os 12 meses e os 12 anos (uma dose) ou a partir dos 13 se não tiverem tido varicela (duas doses, com intervalo de quatro a oito semanas)

Quem não deve vacinar-se?

Pessoas com o sistema imunitário deprimido, grávidas, doentes que tomem elevadas doses de corticosteróides, doentes com cancro e pessoas alérgicas à gelatina e/ou antibiótico neomicina.

Numa pessoa que tenha sido vacinada, se houver contágio, os sintomas são mais ligeiros: formam-se menos bolhas e a recuperação é mais rápida.

As dores dos mais pequenos

 As dores dos mais pequenos

 

"Quem tem filhos, tem cadilhos" é um ditado popular muito antigo mas que mantém plena validade. Quem tem filhos, sabe bem o que são as preocupações diárias e as noites mal dormidas. É que um simples choro pode significar muita coisa. Por vezes, pode ser fome. Mas também pode ser doença...

À falta de melhor, o choro é uma arma poderosa para cada bebé. Sem condições para se exprimir com palavras, o bebé chora. Por tudo e por nada. Ou por fome, ou por sede, ou por medo, ou por qualquer mal-estar.

É por isso que os pais devem ter atenção aos sintomas e reacções dos filhos. Há mesmo aqueles que se preocupam por tudo e por nada. São os chamados "pais-galinha". Mas, às vezes, mais vale por excesso do que por defeito.

Há, porém, uma coisa essencial que todos devem aprender: as crianças também sentem.

A sua pele possui receptores que permitem captar um estímulo doloroso, através dos nociceptores, que surgem quando o bebé está ainda no ventre da mãe, na décima semana de gestação.

A transmissão do córtex cerebral, que integra e modula o estímulo doloroso, depois de este ter passado através da espinal medula, ocorre de forma muito precoce.

Nas crianças, os estímulos dolorosos provêm quer dos órgãos internos (no caso de uma dor visceral), quer do corpo (quando estamos em presença de uma dor somática).

Entre as dores mais comuns dos órgãos internos, encontramos as cólicas, ou seja, as dores abdominais agudas, e as dores ligadas à esofagite.

Quando, por qualquer razão, o bebé se magoa, estamos perante um dor somática, que implica agentes externos à criança. Estamos a falar de traumatismos, contusões, ou seja, reflexos de uma queda ou de qualquer outra "inoportuna" aventura infantil.

A mãe é normalmente a pessoa indicada para perceber cada "fala" do seu filho. E um choro deve ser sempre bem interpretado, porque significa sempre qualquer coisa.

A dor manifesta-se assim quer a nível comportamental, com choros e gritos, quer por alterações neurovegetativas (respiração perturbada, batimentos cardíacos acelerados, calafrios, etc.).

Mas convém não entrar em pânico. Um simples choro pode significar que a barriga já está a dar horas...

O choro do bebé passa normalmente quando se oferece uma chupeta. Um estudo efectuado nos Estados Unidos provou que a chupeta leva a uma diminuição da sensação de dor: os choros acabavam e os batimentos cardíacos normalizavam-se.

 

Os pontos mais sensíveis

Clinicamente, a dor compreende variações de frequência cardíaca, um aumento da tensão arterial e alterações respiratórias.

Normalmente, há três zonas do corpo do bebé que são mais afectadas: as zonas gastro-intestinais, com dores abdominais de intensidade e importância variáveis, o ouvido e, sobretudo, os dentes.

Os dentes são, com efeito, o terror dos bebés (e dos papás...), já que, quando começam a nascer, provocam inflamações e dores localizadas.

Apesar de ser aconselhável alguma serenidade na interpretação dos sintomas, convém também não adoptar uma postura demasiadamente despreocupada.

A intensidade dos choros, a duração e a variação são características importantes a ter em conta, até porque, nos casos de recém-nascidos, ou de crianças ainda sem capacidade da fala, não há forma de identificar directamente os sintomas. Os pais têm aqui um papel primordial.

É preciso perceber quando o bebé ou a criança sente dores abdominais (que podem ser sinal de uma oclusão intestinal), ou tem a temperatura alta, ou chora de forma frequente e intensa.

Também a calma excessiva pode ser indicadora de perigo: manifesta-se frequentemente quando o quadro clínico da patologia aconselha a uma intervenção imediata.

 

"Outras" dores...

As crianças que vão crescendo podem também sofrer dores de origem psicossomática: a escola, a separação da família, problemas emotivos de origem diversa podem provocar enxaquecas, dores abdominais e outras.

O médico deve saber compreender as motivações sociais que conduzem a criança a determinado comportamento.

A vantagem de um médico de família é, precisamente, essa: é o médico que conhece, para lá da história clínica, a vida social e emocional do seu paciente.

E, cada vez mais, há que levar em linha de conta esta problemática. Por exemplo, no caso dos adolescentes, e numa família em que certos membros foram atingidos por um enfarte, um adolescente pode mais facilmente sofrer de dores torácicas. E a cada momento que as sente pensar que está a fazer um enfarte do miocárdio. As dores são reflexo de sugestão, é preciso não esquecer.

Outras dores de crescimento referem-se às articulações, aos músculos e aos ossos, quer dizer às partes sujeitas a mudanças ao longo da vida. As mais frequentes dores têm a ver com a recalcificação e ossificação, atingem normalmente os rapazes e são, muitas vezes, confundidas com reumatismo.

Esse tipo de dores, localizadas no joelho e no calcanhar são as mais comuns, mas não trazem complicações de maior, apesar de desagradáveis e fatigantes.

Se os rapazes têm dores de ossos, as meninas têm outros problemas. As dores de barriga são as mais óbvias, com as perturbações do ciclo menstrual: dores intensas (dismenorreia), desordem dos ritmos (oligo e polimenorreia) e alterações de quantidade do fluxo (hipo e hipermenorreia).

Há casos, porém, de fortes dores menstruais. Aí, o médico deve perceber e esgotar todas as causas orgânicas que as justifiquem. Por exemplo, uma diabética pode ter dores em correspondência com o ciclo.

 

Logo ao nascer

Para os recém-nascidos e os bebés, os medicamentos mais utilizados são essencialmente os que têm como base o paracetamol. A sua eficácia em reduzir a dor está cientificamente demonstrada.

 

Adopte a posição correcta

Uma das maiores preocupações que os pais devem ter é a de corrigir a posição dos filhos quando estão sentados. Nos anos de crescimento, a coluna vertebral sofre um desenvolvimento ósseo extraordinário, a que se associa uma adaptação muscular. Isso provoca, em caso de adopção de uma deficiente posição, o nascimento de "curvaturas", que podem vir a provocar deficiências dolorosas.

A natação e a ginástica correctiva são recomendadas para este tipo de situações.

Fonte: ANF

Cuidado com as palavras

 Cuidado com as palavras

 

A primeira palavra de um filho é sempre um momento muito ansiado pelos pais. Mas, por vezes, ela chega mais tarde do que o esperado. Será normal ou um problema de desenvolvimento?

Cada criança é única e essa individualidade é visível mesmo entre dois filhos de um mesmo casal, com cada um a desenvolver-se a um ritmo próprio. Mas há momentos que deixam os pais mais ansiosos, na expectativa de que aconteça e receando um eventual atraso: o dos primeiros passos é um deles, o das primeiras palavras outro. E nesses momentos é quase inevitável uma comparação com o irmão mais velho ou com os filhos das amigas. Estará atrasado? Haverá algum problema? São questões que os pais colocam a si próprios.

É verdade que há crianças que começam a falar mais cedo do que outras, mas haverá uma idade certa para as primeiras palavras, o tão esperado "mamã" ou "papá"? A resposta à questão implica uma distinção entre a fala e a linguagem. A fala é mais restrita, consistindo na expressão verbal da linguagem e incluindo a articulação de sons de modo a formar palavras. Já a linguagem é mais abrangente, envolvendo todo o sistema de receber e expressar informação de forma a que os outros percebam, a que faça significado – tem a ver com compreender e ser compreendido e diz respeito a toda a comunicação, seja ela verbal ou não verbal, falada ou escrita.

A linguagem vem, pois, primeiro, só depois surgindo a fala. E ela surge por patamares de desenvolvimento, correspondendo a determinadas idades. Assim, nos primeiros meses de vida, os bebés usam a voz para se relacionarem com o ambiente, interagindo com os demais através do som. Mas é só pelos nove meses que começam a juntar os sons e a usar diferentes tons na comunicação. A partir daí, em regra, são de esperar as primeiras palavras, quase sempre "mamã e papá", que repetem sem saberem o que significam. Antes dos 12 meses é necessário estar atento ao modo como os bebés reagem aos sons – um bebé que não volta a cabeça na direcção da voz pode, por exemplo, ter problemas auditivos que importa despistar o mais cedo possível.

Entre os 12 e os 15 meses, o "discurso" vai-se alargando, com mais algumas palavras como "bola" ou "bebé". Nesta idade, os bebés devem ser capazes de compreender e seguir instruções simples, como "pára". Aos 18 meses, as crianças já devem possuir um vocabulário com 20 palavras e quando chegam aos dois anos deverão ser capazes de dizer 50 ou mais palavras, completas ou parciais. Aos dois anos também já sabem juntar duas palavras e seguir instruções em dois passos como "por favor apanha o brinquedo e dá à mãe".

Dos dois aos três anos dá-se um salto espectacular na fala infantil. O vocabulário expande-se significativamente, a criança já é capaz de juntar três ou mais palavras numa frase. A compreensão também se alarga e a criança consegue identificar cores e conceitos como "grande" por oposição a "pequeno".

 

Como saber quando é que há atraso na fala?

Os especialistas identificaram alguns sinais de alerta a que os pais devem estar atentos. Assim, um bebé que não responda aos sons ou que não vocalize deve merecer uma atenção particular, o mesmo acontecendo se, aos 12 meses, a criança não usar gestos para comunicar (como apontar e dizer "adeus"), se pelos 18 meses preferir os gestos às vocalizações e se, nesta mesma idade, tiver dificuldade em repetir sons.

Numa criança a partir dos dois anos, pode haver atraso se ela não produzir palavras ou frases espontaneamente, se usar apenas alguns sons ou palavras repetidamente, se usar a linguagem oral só para comunicar as suas necessidades mais imediatas, se não seguir instruções simples, se tiver um som de voz invulgar (arrastado ou nasalado).

 

Causas há muitas

São muitas e variadas as causas possíveis de um atraso na fala. Raramente fica a dever-se a deficiências na cavidade oral, na língua ou no palato, por exemplo, mas pode haver dificuldade em utilizar os órgãos envolvidos na fala para produzir sons, devido a uma deficiente comunicação nas áreas do cérebro responsáveis pela fala. Quando isso acontece pode haver também dificuldades na deglutição.

Outra causa possível é auditiva – uma criança que tenha dificuldade em ouvir pode ter igualmente dificuldade em compreender e usar a linguagem. A perda auditiva pode, por exemplo, ser o resultado de infecções repetidas do ouvido (otites).

Há, naturalmente, causas associadas a deficiência mental ou doenças como a paralisia cerebral e o autismo. Mas também as há relacionadas com o ambiente em que a criança vive: a falta de estímulo induz, com frequência, atrasos na fala e na linguagem. É o que acontece quando a criança passa muito tempo com adultos ou quando eles conversam pouco com a criança, mas também quando, em vez de incentivarem a comunicação oral, se antecipam aos desejos da criança, satisfazendo-os sem que ela tenha necessidade de os expressar.

A comunicação com as crianças é fundamental para o desenvolvimento da linguagem e da fala. Os adultos que com ela privam devem pronunciar as palavras correctamente, evitando falar "à bebé", aproveitando todos os momentos para a estimular – o banho, as refeições, as brincadeiras...

Perante as dúvidas, a opção mais segura é sempre consultar o pediatra, que, se necessário, encaminhará para um especialista. Na avaliação, o médico verifica o que a criança percebe, o que ela consegue dizer, outras formas de comunicação (apontar, abanar a cabeça, por exemplo) e as capacidades orais-motoras (como se articulam a boca, a língua, o palato para formar sons mas também para mastigar e engolir os alimentos).

O tratamento depende, naturalmente, da causa identificada, podendo, ou não, passar pela chamada terapia da fala, sessões em que o terapeuta estimula e desenvolve as capacidades de linguagem e fala da criança.

Paralelamente, há trabalho que os pais podem desenvolver em casa. Passando tempo com a criança, incentivando-a a repetir sons e gestos, usando as situações do dia-a-dia para a familiarizar com novas palavras, encorajando-a a manifestar os seus desejos verbalmente.

Os livros são uma ferramenta essencial nesta aprendizagem: a partir dos seis meses, os pais devem ler para o bebé e, à medida que ele vai crescendo, devem oferecer-lhe livros adequados, nos materiais e nas mensagens, que ele possa manusear e cujo conteúdo – os sons dos animais, por exemplo – possa imitar. A pouco e pouco, a criança irá memorizando palavras e até as suas histórias preferidas.

É, de facto, no dia-a-dia que se constrói a linguagem e, com ela, a fala, criando oportunidades de comunicação. Porque uma criança é sempre produto da genética e do ambiente.

 

Sinais de aviso

Há, desde o nascimento, um conjunto de sinais a que os pais devem estar atentos, de modo a identificar precocemente eventuais problemas na fala e linguagem. São sinais como:

  • Fraco contacto visual;
  • Pouca reacção aos sons (fala, música);
  • Pouca reacção à presença ou aos estímulos dos pais;
  • Não ser capaz de dizer palavras simples, como mamã e papá, pelos 12, 15 meses;
  • Não perceber palavras simples, como não, pelos 18 meses;
  • Não usar frases curtas pelos três anos;
  • Ter dificuldade em perceber instruções simples pelos três anos;
  • Não ser capaz de contar uma história simples pelos quatro, cinco anos.

Fonte: ANF

Daltonismo - Trocar as cores

 Daltonismo - Trocar as cores

 

Um olho saudável é capaz de distinguir 15 mil tonalidades, com a visão colorida a assentar na percepção de três cores fundamentais – o azul, o verde e o vermelho. Mas há pessoas cuja visão colorida sofreu uma modificação, pelo que apenas distinguem duas dessas cores. São pessoas daltónicas. O mais frequente é que não diferenciem o verde do vermelho, reconhecendo somente o amarelo e o azul-violeta. Mas também acontece que confundam o azul e o amarelo, embora esta forma de daltonismo seja mais invulgar. Mais rara ainda é a incapacidade de distinguir qualquer das cores – a pessoa vive num mundo a preto e branco, pontuado por graduações de cinzento.

É ao nível da retina que radica a explicação para esta perturbação da visão. Nesta membrana que cobre a face interna do olho localizam-se as células foto-receptoras, os chamados cones, que nos permitem perceber as cores. São três os tipos de cones, tantos quanto as cores fundamentais: os vermelhos, os verdes e os azuis, cada um deles sensível a um pigmento específico. O que acontece é que, numa pessoa daltónica, há cones que funcionam mal ou simplesmente não existem, pelo que o cérebro não recebe a informação que lhes permite descodificar a respectiva cor. Normalmente, apenas um tipo deles está ausente - quase sempre o vermelho, mais raramente o azul ou o verde. Excepcionalmente, podem faltar dois tipos, falando-se então em monocromatismo. Mais raramente ainda, acontece faltarem os três tipos – estamos perante um quadro de acromatismo, em que a pessoa está privada de cor.

As "culpas" por esta anomalia devem ser apontadas à hereditariedade e ao cromossoma sexual X. Nas mulheres, que possuem dois destes cromossomas, a presença de um gene anormal é, quase sempre, compensada por um gene normal existente no segundo cromossoma. O que significa que a mulher pode ser portadorado gene do daltonismo e passá-lo aos seus filhos, sem, contudo, ser afectada. Para ela própria ser daltónica era preciso ter recebido dois cromossomas alterados, um da mãe e outro do pai, o que é raro. Já nos homens, que possuem um cromossoma X e outro Y, não é possível compensar o gene anormal transmitido hereditariamente. Daí que o daltonismo predomine no sexo masculino (calcula-se que afecte oito por cento dos homens, contra 0,45 por cento das mulheres). Porém, não passam o gene para os filhos, apenas para as filhas, precisamente através do cromossoma X.

Se pelo menos uma das cores principais lhes está vedada, ou se a apercebem com grande dificuldade, como vêem os daltónicos?

Desenvolvem o seu próprio sistema de referência, substituindo as tonalidades ausentes por diferentes tons de cinzento. E aprendem a conviver com esta diferença cromática, que não lhes afecta a saúde mas condiciona o dia-a-dia. Conduzir, por exemplo, não será tarefa fácil. Pelo menos à primeira vista: se uma pessoa não distingue o vermelho, ou se não distingue o verde, como saberá se deve parar ou avançar num semáforo? Na verdade, pode recorrer ao seu próprio esquema cromático, em que a cor em falta se apresenta disfarçada de cinzento. Porém, para desenvolver uma actividade profissional relacionada com os meios de transporte, ou com as forças de segurança, este recurso pode ser insuficiente: ser piloto de avião, maquinista de comboio ou agenteda polícia e não conseguir distinguir claramente todas as cores é uma combinação inviável. Aliás, aqui radica uma das razões para se fazer o despiste precoce do daltonismo: acontece que, ignorando ser portadores desta anomalia da visão, os jovens percorrem um determinado caminho escolar, com destino a uma profissão que correm o risco de não exercer.

O daltonismo pode ser despistado na idade escolar, aquando da primeira visita ao oftalmologista, normalmente por volta dos seis anos, embora se possa efectuar um despiste rudimentar com testes de cores. Mas só pelos dez anos é possível realizar testes que permitem detectar com acuidade o défice cromático da criança. E, uma vez identificada a anomalia, não há necessidade de qualquer vigilância particular, até porque não interfere nas outras funções da visão. E porque, por enquanto, não existe qualquer tratamento que permita restabelecer a percepção normal das cores.

Fonte: ANF