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Máquina Fotográfica

 Posso tirar uma foto?

 

A visão é, seguramente, um dos maiores bens de que dispõe a natureza humana. Preservá-la e tratá-la é, pois, uma obrigação de todos, até porque os olhos são complexos e delicados. O seu funcionamento pode ser comparado ao de um aparelho fotográfico. Qual é o ponto central numa máquina fotográfica? Exactamente, a objectiva. A objectiva é, também, o núcleo central do olho. É a parte mais volumosa deste sistema de lentes naturais que orienta e transmite as ondas luminosas à retina. É um corpo transparente como todos os outros elementos que formam o olho-objectiva; a córnea, o humor aquoso e o cristalino.

Tal como a objectiva de um aparelho fotográfico, o olho quando não está a ser utilizado protege-se com uma «saca»: são os anexos oculares (pálpebras, pestanas, sobrancelhas) que defendem a saúde do olho.

O diafragma da máquina corresponde à íris: é ela que exerce essas funções, abrindo e contraindo a pupila, de acordo com a quantidade de luz necessária.

Com a evolução da tecnologia, hoje já muitas máquinas fotográficas têm um sistema de auto-focagem. Nesse ponto, o olho humano é muito mais completo: sempre teve essa característica essencial.

A função é preenchida pelo cristalino, uma lente responsável pela adaptação do olho à distância dos objectos.

Os sinais luminosos captados passam através dos meios transparentes do olho e são impressos na retina, que representa a película fotográfica

Aí, as células sensoriais da retina transformam os estímulos luminosos em impulsos eléctricos que, depois de atravessarem o nervo óptico, atingem o lobo occipital, ou seja a parte do cérebro onde se localizam todos os centros nervosos da visão. Estes sinais são traduzidos em sensações visuais pelo cérebro. A retina limita-se a registar a luz.

Em todo o mecanismo da visão, existem contracções várias. Quando se contrai, a íris pode fazer variar o diâmetro da pupila entre 2 a 8 milímetros. Piscamos os olhos de 5 em 5 segundos, o que corresponde a cerca de 17 mil piscadelas por dia e a 6.300.000 por ano. É obra.

 

Vale a pena chorar

Afinal, o que são as lágrimas? Uma secreção natural aquosa, ligeiramente salgada, que contém substâncias antibacterianas e que é produzida pelas glândulas lacrimais, situadas na parte interna das pálpebras.

As lágrimas espalham-se, então, pela conjuntiva e pela córnea; depois vão depositar-se no canto do olho, muito perto da raiz do nariz.

A partir daí, passam por um canal que as leva às fossas nasais onde o líquido se evapora ou é em parte assimilado.

Habitualmente, as lágrimas transmitem sensações desagradáveis e derivam de situações de sofrimento: ou representam dor física ou psicológica, mas é certo que poucos são aqueles que gostam de chorar.

O que é certo é que a função das lágrimas é essencialmente protectora: as substâncias que contêm defendem o olho de vírus, bactérias, irritações e de corpos estranhos que o podem penetrar. Mantêm uma lubrificação adequada e fornecem oxigénio.

Certas pessoas, porém, não produzem lágrimas suficientes para manter o olho bem humidificado. Impressão de areia, queimaduras, piscar de olhos mais frequente são alguns dos sintomas. Pode tratar-se, também, de uma intolerância às lentes de contacto, ao fumo, ao ar climatizado.

A secura ocular não é um problema grave. Representa sobretudo uma perturbação. Aparece na altura da menopausa, de doenças reumáticas, de tratamentos à base de ansiolíticos e igualmente durante a gravidez.

O tratamento exige a aplicação de lágrimas artificiais e o uso de pomadas à base de vitamina A para protecção da córnea.

 

Pequenos males dos olhos

A visão deve ser vigiada de perto, porque, a qualquer momento podem aparecer pequenos problemas dos olhos. É importante estarmos atentos e consultar um oftalmologista em caso de persistência de sintomas.

O mais frequente são os olhos encarnados, que representam um vasto capítulo da oftalmologia. Felizmente, trata-se na maioria dos casos de doenças benignas.

A conjuntivite, outra doença igualmente frequente, é a inflamação da conjuntiva, um fino tecido transparente sulcado por inúmeros pequenos vasos sanguíneos. Sente-se um impressão desagradável como se tivéssemos grãos de areia nos olhos, mas cura-se em poucos dias, graças a um colírio antibiótico. Sendo o risco de contágio muito grande, é conveniente usar em exclusivo todos os objectos de higiene.

Mais desagradável, mas pouco grave, é a hemorragia subconjuntiva: um pequeno acidente sempre benigno provocado pela ruptura de um pequeno vaso sanguíneo conjuntivo. Manifesta-se pela aparição brutal de uma coloração encarnada na conjuntiva, muito localizada e contrastando com o branco do olho. Não se sente qualquer dor. Esta mini-hemorragia é absorvida por si mesma ao cabo de uns quinze dias.

Entre as doenças mais graves, encontra-se a queratite, uma inflamação da córnea que deve ser tratada com a maior urgência, porque pode ser provocada por um vírus.

Os olhos ficam encarnados e dolorosos, lacrimosos e não suportam a luz. Torna-se difícil abrir as pálpebras. A origem é na maior parte dos casos traumática: um rasgão feito pelas unhas, a entrada de um corpo estranho, de pestanas, de um líquido tóxico. A queratite cura-se em poucos dias pela acção de colírios e de pomadas cicatrizantes.

Outra maleita que pode derivar em doença mais séria (se não for convenientemente tratada) é a uveíte, uma inflamação da íris e do corpo ciliar. O olho apresenta-se muito encarnado, sentem-se dores nas órbitas, nas têmporas e na testa. A visão baixa ligeiramente com uma sensação de nevoeiro.

A uveíte pode ser provocada por uma doença geral como a espondilartrite anquilosante (uma forma de reumatismo) ou por um vírus, como o da gripe. Trata-se esta doença com corticóides locais em colírios ou com injecções locais de cortisona nos casos mais sérios.

O treçolho, é outro problema bastante incómodo, que se traduz numa afecção dos bordos ciliares das pálpebras. Na sua origem está o germe do estafilococo. A pálpebra torna-se encarnada, dolorosa e inflamada. O treçolho cura-se em poucos dias através de colírios, de pomadas antibióticas e de anti-inflamatórios.

 

Anomalias visuais

Miopia, hipermetropia, presbitia e astigmatismo não são doenças, mas imperfeições devidas a diferentes causas e, na maior parte dos casos, a erros de refracção das lentes do globo ocular.

A miopia é um defeito típico da adolescência. O míope vê muito bem ao perto e muito mal ao longe; estreita a abertura dos olhos para tentar melhorar a focalização dos objectos distantes. Lê facilmente o jornal, mas com dificuldade os cartazes de rua ou da estrada.

A causa principal é um globo ocular mais alongado do que a média. De facto, os raios luminosos têm que percorrer um comprimento axial maior e, consequentemente, convergem antes de atingirem a retina. O problema é hereditário (em 10 a 15 por cento dos casos), mas não se devem excluir outras origens: fisiológicas ou psicossomáticas.

Ocorre habitualmente na infância, durante os primeiros anos escolares e pode ampliar-se até cerca dos vinte anos. Isto porque o olho normal deixa de crescer num dado momento, mas o do míope continua a desenvolver-se ao longo da adolescência.

Dificuldade em visão de curtas distâncias pode ser sinal de hipermetropia. O hiper-metropo tem uma visão fluída dos objectos, qualquer que seja a distância a que se encontrem, embora a visão de perto seja a mais comprometida.

Torna-se necessária grande concentração para ver ao perto. Este esforço pode provocar a fadiga dos olhos ou/e dores de cabeça.

Nestes casos, o globo ocular é mais curto do que o normal e as imagens vão focalizar-se atrás da retina. Assim, o cristalino curva-se para centralizar o ponto de convergência dos raios luminosos, mas não consegue ir além de uma certa curvatura e os raios luminosos dos objectos que estão próximos continuam a chegar divergentes; consequentemente, as imagens aparecem fluídas.

Existe naturalmente desde o nascimento e é hereditária, como a miopia. Pode agravar-se com o tempo e necessitar de lentes correctoras cada vez mais fortes.

A presbitia assemelha-se à hipermetropia pelos sintomas, mas as causas são diferentes. Manifesta-se pela dificuldade em ver distintamente os objectos situados a uma distância próxima. Um olho normal está preparado para ver ao longe. Com a idade, o cristalino endurece e torna-se menos elástico, perdendo a capacidade de focalizar os objectos próximos.

Geralmente, dá-se conta de presbitia após os 45 anos, quando começa a ser necessário afastar os objectos para os poder ver capazmente.

O astigmatismo é um fenómeno de distorção da imagem, já que se torna difícil discernir, tanto ao perto como ao longe, as linhas verticais, horizontais ou diagonais (mau contraste entre as linhas). Desta maneira, a televisão parece confusa, confundem-se os H, os M e os N, ou os 8 e os 0.

O problema deve-se a uma deformação da córnea que, em vez de ser esférica, sofre uma curvatura que a torna mais plana ou mais alongada. Devido a esta situação, os raios luminosos não convergem no mesmo ponto, formando diversos alvos que não coincidem, o que dá lugar à formação de uma imagem indistinta e alterada.

O astigmatismo existe geralmente desde o nascimento, mas só costuma ser descoberto na idade escolar.

A mais conhecida anomalia juvenil é o estrabismo. Os «vesgos» são um fenómeno típico entre as crianças. Mas, sendo normal que nos primeiros meses o bebé cruze os olhos porque o sentido da visão tem ainda que se desenvolver, para além dos três anos a persistência do estrabismo pode tornar-se um problema sério.

Os eixos dos dois olhos devem estar perfeitamente paralelos para permitir uma visão binocular. Em caso de estrabismo, tal não acontece devido a uma falta de sincronização dos movimentos oculares.

Por vezes, o bebé vê os objectos em duplicado, noutros casos constata-se a diminuição da acuidade visual de um dos olhos. Este fenómeno corrige-se nas crianças com menos de 6 anos, aplicando sobre os óculos um tampão ao nível do olho são, por forma a que o olho enfermo seja obrigado a «trabalhar» um pouco mais.

 

Daltonismo: verde igual a encarnado

O daltonismo é a incapacidade de distinguir certas cores. Trata-se de uma deficiência de origem hereditária que resulta da carência de pigmentos dos cones, as células da retina sensíveis às três cores fundamentais: encarnado, verde e azul.

A pessoa que, por exemplo, tem falta de pigmentos para o verde, só vê duas cores e não consegue distinguir o encarnado do verde. Assim, vai ter muitas dificuldades em encontrar um tomate entre a folhagem. Se tem uma carência dos dois pigmentos verá apenas preto e branco.

O daltonismo ocorre mais frequentemente nos homens, sendo mais raro nas mulheres.

A deuteranopia, isto é a dificuldade de distinguir o verde do encarnado é a forma mais frequente. A tal ponto que quando se faz um exame para a carta de condução, uma das provas consiste em reconhecer um número composto por pontos encarnados sob um fundo de pontos verdes ou inversamente.

Este defeito não é invalidante em si. O daltónico aprende facilmente a movimentar-se entre as mil cores deste mundo. Ao olhar um semáforo, por exemplo, espera para ver a luz inferior para atravessar e detém-se quando acende a luz superior.

 

«Moscas» e «raios»

As «moscas» são, de facto, pequenos corpos flutuantes formados no humor vítreo, líquido um tanto gelatinoso que preenche a cavidade ocular. Para a retina, assemelham-se a sombras. A causa mais frequente é o descolamento do corpo vítreo que adere à retina, o que acontece sensivelmente após os 70 anos.

Os raios luminosos são provocados por um fenómeno de tracção do corpo vítreo sobre a retina e estão ligados ao caso precedente. Tratam-se através de raios laser.

 

Não receie o computador

A utilização, mesmo quando prolongada, do computador não vai atacar fisicamente os olhos do operador.

Apenas as pessoas com graves problemas de miopia ou de astigmatismo poderão sofrer algumas consequências. O que é importante é a postura frente ao écran e a ergonomia do local de trabalho.

Para evitar problemas, basta observar curtos períodos de repouso de três em três horas.

Fonte: ANF

Cataratas

 Cataratas

 

Se os reflexos luminosos são difíceis de suportar, se os objectos parecem duplicar, se os olhos se assemelham a um vidro embaciado, então é provável que tenham cataratas. E se tem mais de 50 anos essa probabilidade aumenta.

É de facto por volta dos 50 anos que as cataratas normalmente surgem. Não é que esta seja uma doença exclusiva dos mais idosos, mas anda associada ao envelhecimento, sendo mesmo o tipo mais comum apelidado de "cataratas senis".

Trata-se de uma opacidade do cristalino, uma estrutura existente no olho que funciona como uma lente e é habitualmente claro e transparente. Nos adultos tem cerca de nove milímetros de diâmetro e uma espessura de quatro milímetros, sendo constituído por água e proteínas.7

Situado na frente do olho, é o cristalino que foca a luz e a canaliza para a retina, que se localiza mais atrás. A luz atravessa o cristalino, produzindo uma imagem bem definida na retina. Quando se forma uma catarata, a lente vai ficando opaca, pelo que a luz não chega tão facilmente até à retina. Pode acontecer que a catarata cubra somente uma pequena parte do cristalino, não interferindo muito sobre a visão. Mas pode igualmente acontecer uma perda de visão acentuada se for a zona central do cristalino a ficar opaca. É como uma cortina, daí a designação de catarata (uma cortina de água que se precipita de grande altitude).

O envelhecimento não é a única causa das cataratas. Lesões oculares, certas doenças do olho e do organismo em geral e problemas hereditários ou decorrentes do nascimento também podem dar-lhes origem.

Com o envelhecimento, o que ocorre é um endurecimento do cristalino, que, em consequência, vai ficando opaco. Mas as crianças também podem ter cataratas, transmitidas pelos genes ou durante o parto devido a uma infecção da mãe. São as cataratas congénitas e estão presentes desde o nascimento. Do mesmo modo, um golpe, um corte ou uma queimadura podem lesionar o cristalino, dando origem a uma catarata traumática. Também certas doenças, como a diabetes, podem conduzir à opacidade da lente do olho, causando o que se chama uma catarata secundária.

Dependendo do tamanho e da localização da opacidade a pessoa pode até nem dar-se conta da catarata. Mas à medida que ela aumenta, a visão vai surgindo nublada, esborratada ou como farrapos de algodão. Pode igualmente ocorrer dupla visão quando a catarata começa a formar-se.

A resposta dos olhos é provavelmente uma maior sensibilidade à luz e aos reflexos, o que se detecta nomeadamente com a aproximação de faróis durante a condução nocturna.

Ver ao perto é então mais fácil do que ver ao longe, o que, para quem já usa óculos, pode conduzir a uma alteração da graduação das lentes. De qualquer das formas, perante estes sintomas deve de imediato consultar-se um oftalmologista, até porque as cataratas não são visíveis a olho nu. Depois, de acordo com o tipo de catarata, o médico decidirá se há razão ou não para uma cirurgia.

Quando a perda de visão é de ordem a interferir com a vida quotidiana provavelmente está na hora de extrair a (s) catarata (s). E a cirurgia é o único método eficaz para remover o cristalino opaco, o que se faz com recurso a ultra-sons. Em regra, a pessoa volta a casa no mesmo dia. Com uma visão cristalina...

 

Ideias erradas sobre as cataratas

Sobre as cataratas circulam muitas crenças incorrectas que convém esclarecer. Assim, as cataratas:

  • Não se transmitem de um olho para o outro, embora possam aparecer num olho de cada vez;
  • Não são películas visíveis no exterior do olho,
  • Não são causadas pelo uso excessivo dos olhos e o uso da visão não as piora;
  • Não são tumores.

 

Fonte: ANF

Cosméticos e Lentes de Contacto

 Não há bela sem senão

 

Os cosméticos são muitas vezes uma fonte de problemas para quem usa lentes de contacto. Para os evitar, é preciso saber que produtos pode usar e como deve fazê-lo. Não se esqueça que já não é preciso sofrer para ser bela. Sobretudo, não é preciso sofrer dos olhos.

Durante muito tempo, o sofrimento e a beleza feminina andaram estreitamente ligados. Basta recordar a época em que as mulheres usavam apertados espartilhos, que mal as deixavam respirar. Os tempos mudaram, e apesar das exigências sobre as mulheres não terem diminuído, torna-se cada vez menos aceitável sofrer por causa da beleza.

Mesmo no campo das dietas, sabe-se hoje que os melhores resultados não se obtém através de comportamentos excessivos. Pelo contrário, manter ou recuperar a linha passa mais pela mudança de hábitos alimentares e pela adopção de comportamentos adequados, como a prática de exercício, do que pela absurda privação de alimentos.

A beleza feminina, para além das questões do peso e agilidade, envolve ainda aspectos tão diversificados como o vestuário e o uso de maquilhagem e lentes de contacto. E é precisamente aqui que podem surgir os problemas. Com efeito, é verdade que as lentes de contacto permitem resolver alguns dos problemas da visão. Mas é igualmente verdade que o uso de maquilhagem, de cremes e de vários outros tipos de cosméticos e produtos que servem para manter ou realçar a beleza podem não se relacionar da melhor maneira com as lentes de contacto.

De facto, certos ingredientes utilizados nas fórmulas dos produtos cosméticos podem provocar reacções alérgicas, para além de poderem ser responsáveis por anomalias no funcionamento das lentes. Como se não fosse suficiente, os cosméticos podem ainda provocar irritações oculares, secura, ferimentos e infecções dos olhos. Assim, parecem existir razões mais do suficientes para afirmar que saber exactamente quais os produtos que podem ser usados, e como fazê-lo, acaba por ser a melhor maneira de evitar problemas.

 

Está tudo nos rótulos

As pequenas reacções alérgicas podem impedi-la de usar as suas lentes de contacto. Na maioria dos casos, é possível evitar o surgimento dessas reacções através de operações tão simples como a escolha de cosméticos não perfumados e seleccionando produtos em cujos rótulos esteja escrita a designação hipoalergénicos.

Existem também cosméticos cujos rótulos incluem indicações específicas que os tornam recomendáveis para as utilizadoras de lentes de contacto. Essas indicações aparecem designadas com as expressões para utilizadores de lentes de contacto ou para olhos sensíveis. Quando o fabricante de um cosmético afirma que este foi concebido para minimizar as reacções alérgicas, isso quer normalmente dizer que a sua fórmula exclui produtos irritantes. Contudo, alguns deles podem, mesmo assim, causar alergias nas pessoas mais susceptíveis.

A prudência aconselha geralmente a que se evitem as marcas desconhecidas ou cujo preço e indicações do fabricante não ofereçam garantias. Na verdade, os grandes e bem conhecidos fabricantes de cosméticos têm maior capacidade de investigação e fazem testes cuidadosos aos seus novos produtos para garantir a sua segurança e a qualidade.

 

Manual da utilizadora de lentes de contacto

Lembre-se que não basta estar atenta no momento da compra de um cosmético. Se utilizar lentes de contacto, para além das exigências na escolha e aquisição de produtos de beleza, deve ainda saber quais são os cuidados a ter e que técnicas deve utilizar para a sua correcta aplicação.

 

1. Cuidados essenciais

Antes de colocar ou retirar as lentes, deve começar por lavar as mãos com um sabonete suave. Os mais indicados são os compostos apenas por glicerina ou aqueles que já são concebidos especialmente para quem usa lentes de contacto. Os sabonetes que contenham gorduras, desodorizantes químicos, anti-sépticos ou muito perfumados devem ser evitados. Na verdade, há sempre o risco de que pequenos fragmentos daquelas substâncias possam ser transferidas das mãos para as lentes e, consequentemente, para os olhos.

Para além dos cuidados na escolha dos sabonetes que vai utilizar, é preciso ter ainda em conta que os cosméticos, uma vez abertos, podem rapidamente ser contaminados por bactérias. Por isso, feche sempre cuidadosamente as embalagens dos cosméticos depois de cada utilização e nunca deixe aquecer a maquilhagem. Lembre-se também que os conservantes utilizados nos cosméticos para retardar o crescimento das bactérias perdem eficácia com a passagem do tempo. Alguns duram um mês, outros conseguem conservar-se durante três anos. Mas mesmo tendo os maiores cuidados, as máscaras e os eyeliners devem ser substituídos regularmente.

Por último, tenha ainda presente que os utensílios para aplicação de maquilhagem , para além de mantidos nas melhores condições, devem ser de uso unicamente individual.

 

2. Saiba aplicar a maquilhagem

A maquilhagem deve ser aplicada já com as lentes colocadas. Desta forma, poderá ver melhor aquilo que está a fazer, tornando menor o risco de sujar as lentes.

Para que tudo corra bem é necessário alguma prática e gestos suaves, para evitar deslocar as lentes enquanto aplica a maquilhagem. Experimente, por exemplo, levantar um pouco o queixo e olhar para baixo enquanto faz uma sombra na pálpebra superior. Já para aplicar o eyeliner, mantenha a face descontraída, evitando pestanejar tanto quanto possível.

Se, apesar dos cuidados, não conseguir evitar que as lentes se desloquem durante a maquilhagem, então talvez seja preferível pensar em fazer a maquilhagem antes de colocar as lentes. Mas tenha sempre o maior cuidado em lavar bem as mãos antes de tocar nas lentes. Os cosméticos oleosos são difíceis de remover dos dedos e podem sujar as lentes com facilidade.

Quando regressar a casa e tiver chegado o momento de remover a maquilhagem, tenha o cuidado de tirar, limpar e guardar as lentes antes de se desmaquilhar. Se tiver usado cosméticos solúveis em água, salpique os olhos com água quente, mantendo-os fechados enquanto retira suavemente a maquilhagem com um pano. É quanto basta.

Se usou cosméticos à base de óleo ou se a aplicação foi considerável, provavelmente vai necessitar de um creme, loção ou outro produto especial para a remoção da maquilhagem da zona dos olhos. Uma bola ou um disco de algodão pode ser muito útil para remover a maquilhagem e retirar excessos de cremes e óleos. Não se esqueça que é sempre vantajoso usar estes produtos em quantidades moderadas e, sobretudo, evitando sempre que lhe entrem para os olhos.

 

3. Boas e más sombras

Evite as sombras foscas, perladas, iridiscentes ou de outros tipos brilhantes. O pó de casca de ostra e as lantejoulas usados nestes produtos podem ser perigosos para os olhos, especialmente se uma partícula se inserir debaixo da lente.

Os pós compactos, aplicáveis com um disco de algodão, uma pequena esponja lavável, ou suavemente com o dedo anelar são preferíveis aos líquidos oleosos e aos cremes, que são mais difíceis de remover das lentes de contacto. Quando aplicar pós compactos, faça-o vagarosamente para evitar que algumas partículas lhe entrem na vista.

Em princípio, as pessoas que usam lentes de contacto não devem usar pestanas postiças. Mas se não pretender aceitar esta recomendação, use um adesivo à prova de água e deixe-o secar suavemente até o sentir seguro. Tenha cuidado com o adesivo. Se está ainda a aprender a colocar as pestanas postiças, experimente primeiro fazê-lo sem ter as lentes colocadas.

 

4. Sublinhe bem a sua beleza

Nunca aplique o eyeliner na parte interior da pálpebra ou abaixo da linha das pestanas, pois pode bloquear pequenas glândulas oleosas e provocar irritações ou infecções.

Para quem usa lentes de contacto, os lápis macios são sempre a melhor escolha. São sobretudo preferíveis quando comparados com os líquidos e cremes que podem esborratar. De qualquer maneira, se escolher um eyeliner líquido ou cremoso, assegure-se de que a sua formulação é à base de água. No caso do eyeliner cremoso tenha ainda o cuidado de escolher um produto que possa ser aplicado com um pincel. Quando proceder à aplicação, verifique cuidadosamente se há qualquer sinal de estar a esborratar. Se tal acontecer, tente fazer uma aplicação mais suave ou mude para outra marca.

 

5. Que máscaras usar?

Evite as máscaras definidas como realçadores de pestanas ou garantidas à prova de água. A maioria destas máscaras utilizam fibras de nylon e de rayon para obter o efeito de fazer realçar as pestanas. O problema surge quando as fibras secam, começando a desfazer-se e a cair nos olhos. Os efeitos negativos são ainda agravados quando, em seguida, as fibras se deslocam para a superfície das lentes ou mesmo para debaixo delas, o que pode provocar ferimentos na córnea.

As máscaras resistentes à água são muitas vezes recomendadas para quem usa lentes de contacto, com o argumento de que se alguma partícula se introduzir nos olhos será facilmente removida pela acção natural das lágrimas sem estragar a maquilhagem. No entanto, estas máscaras apresentam alguns inconvenientes, sobretudo no que toca à sua remoção.

Embora com resultados menos duradouros, as máscaras solúveis em água são facilmente removidas, enquanto que os produtos próprios para retirar a máscara resistente à água contêm agentes emulsionantes, que se mantêm à volta dos olhos durante cerca de 24 horas e, mesmo que tenha retirado as lentes de contacto antes de aplicar o desmaquilhante, os resíduos podem embaciar as lentes quando destas voltarem a ser inseridas.

Na verdade, o embaciamento das lentes causado pelo desmaquilhante é a queixa mais frequente que os oftalmologistas ouvem a quem usa lentes de contacto. Quando esta situação ocorre, torna-se necessário lavar muito bem as pálpebras com sabonete neutro e água após o uso do desmaquilhante, para eliminar os resíduos oleosos.

Para aplicar a máscara, deverá começar por espalhá-la de forma a que fique ligeiramente afastada da base das pestanas, avançando depois à sua extremidade.

 

6. Cremes com dois dedos

Os evidenciadores, ocultadores, cremes e humidificantes deixam resíduos gordurosos na pele e nas pestanas que facilmente podem ser transmitidos pelos dedos às lentes. Frequentemente, este tipo de produtos provoca também reacções alérgicas nos olhos. Por isso, não aplique os cremes demasiado perto dos olhos. O uso de invólucros de plástico ou de luvas para os dedos quando aplicar estes produtos pode também ser a forma de evitar muitos problemas. Poderá ainda aprender a usar o anelar e o mindinho para espalhar o produto, dedos que geralmente não serão usados para segurar as lentes.

Por outro lado, para quem usa lentes de contacto, o pó comprimido é uma escolha preferível aos pós soltos. Se usar estes últimos, feche bem os olhos e espalhe-os suavemente, evitando fazer nuvens. Use um pano humedecido para retirar o excesso de pó das pestanas e das pálpebras.

 

7. Primeiro os sprays, depois as lentes

Os sprays para o cabelo, desodorizantes, água de colónia e polidores de unhas só devem ser usados antes de colocar as lentes de contacto. Na verdade, se qualquer destes produtos penetrar nos olhos pode provocar danos permanentes na superfície das lentes de contacto. Se entender que é necessário usar um spray para o cabelo ao mesmo tempo que usa as lentes, feche bem os olhos e saia rapidamente do local, pois a nuvem do aerossol mantém-se no ar durante bastante tempo.

As lentes de contacto também não devem ser usadas quando se utilizam tintas de cabelo, loções para permanentes ou champôs medicinais.

 

Mantenha as lentes e a sua beleza

Para que possa continuar a manter os seus cuidados de beleza sem com isso danificar as suas lentes de contacto, tenha sempre presentes as seguintes recomendações:

  • Use apenas cosméticos assinalados pelo fabricante como sendo hipoalergénicos, para utilizadores de lentes de contacto ou para olhos sensíveis.
  • Lave cuidadosamente as mãos com um sabonete sem aditivos antes de colocar ou retirar as lentes.
  • Aplique os cosméticos só depois de já ter colocado as lentes.
  • Use sempre e só cosméticos e desmaquilhantes solúveis em água.
  • Use como eyeliner um lápis macio e aplique-o apenas acima da linha das pestanas.
  • Use máscaras resistentes à água e nunca à prova de água.
  • Use apenas sombras compactadas.
  • Use os aerossóis antes de colocar as lentes.
  • Nunca compartilhe cosméticos ou os utensílios para a sua aplicação.
  • Não exponha os cosméticos a temperaturas elevadas.
  • Nunca aplique maquilhagem nos olhos quando em movimento.
  • Não use cosméticos se tiver os olhos avermelhados, lacrimejantes ou infectados. Procure o oftalmologista se os sintomas persistirem.

Fonte: ANF

Conjuntivite

 Conjuntivite

 

É assim que ficam os olhos com conjuntivite: as pálpebras colam, como se fossem cortinas. E os cantos são inundados por lágrimas. A culpa tanto pode ser de vírus como de bactérias ou ainda das alergias sazonais.

Se ao acordar tiver dificuldade em abrir as pálpebras, se for incomodado por uma sensação de areia nos olhos e se eles se apresentarem vermelhos e lacrimejantes, o mais provável é ser uma conjuntivite.

Trata-se de uma inflamação ou infecção da conjuntiva, a membrana transparente que cobre parte do olho e que é sensível a vírus e bactérias, mas também a substâncias como o cloro e o aparentemente inofensivo pólen das flores, entre outros alergénios.

Quando em contacto com qualquer um destes potenciais agressores, a conjuntiva pode ficar inflamada, apresentando-se vermelha, causando comichão e aumentando a produção de lágrimas. A estes sinais podem juntar-se uma maior sensibilidade à luz, visão nublada e a produção de muco, mais ou menos espesso.

Estes são sintomas partilhados pelas diversas formas de conjuntivite, inflamação ou infecção, que não escolhe idades. E que nos recém-nascidos pode ter como causas a imaturidade do canal lacrimal ou uma doença sexualmente transmissível contraída durante o parto. Neste caso particular, designado como oftalmia neonatal, o que acontece é que, estando a mãe infectada com clamídia ou gonorreia, o bebé entra em contacto com essas bactérias, desenvolvendo uma forma grave de conjuntivite.

 

Tratar para não contagiar

Com esta excepção, a conjuntivite normalmente não tem consequências severas, mas requer uma intervenção precoce dado o seu elevado grau de contagiosidade, se a causa for infecciosa. Significa isso que, perante os primeiros sintomas oculares, há que procurar o médico, de modo a identificar a origem. Um dos elementos que ajuda a fazer essa distinção é a descarga que se liberta dos olhos: mais aquosa e esbranquiçada quando a causa é viral, mais espessa e amarelada ou esverdeada quando é bacteriana.

O tratamento depende, pois, da causa. A conjuntivite bacteriana trata- -se com recurso a antibióticos, sob a forma de uma pomada ou gotas. No caso da viral, que não beneficia destes medicamentos, há que deixar o vírus seguir o seu curso, atenuando os sintomas com a ajuda de um colírio (não antibiótico), das chamadas "lágrimas artificiais" ou simplesmente de soro fisiológico.

Quando a causa é alérgica, as melhorias ocorrem com a toma de anti--histamínicos. Já no que respeita à exposição a substâncias irritantes, o alívio é conseguido através da lavagem dos olhos com água morna, devendo-se evitar o contacto com a causa (não frequentando a piscina durante algum tempo, por exemplo).

Em relação à oftalmia neonatal, requer a administração preventiva de antibiótico, o mais cedo possível após o nascimento, já que a visão pode ser afectada. Quando a conjuntivite é recorrente num recém-nascido, pode significar que o canal lacrimal não está completamente aberto: o pediatra avalia a situação e, se não houver desobstrução espontânea, pode remeter para a intervenção especializada de um oftalmologista.

O grande problema associado à conjuntivite infecciosa, é que se trata de uma doença altamente contagiosa. Uma pessoa infectada pode contagiar outras durante uma a duas semanas após os primeiros sintomas, o que explica que a conjuntivite se espalhe nas creches e infantários e que uma criança doente deva ficar em casa até não haver risco de contágio.

As mãos são o principal veículo da infecção, o mesmo acontecendo com a partilha de objectos pessoais, da toalha à almofada, das lentes de contacto aos colírios, passando pelos cosméticos. Daí que a prevenção passe pelo uso individual destes objectos e por uma boa higiene das mãos, evitando levá-las aos olhos.

 

Creches de risco

As creches e os infantários são locais de risco no que toca à conjuntivite. E isto porque são locais de grande concentração de crianças, que têm mais dificuldade em evitar os gestos que facilitam o contágio. É que as crianças brincam muito próximas uma das outras, o contacto físico é uma constante e a partilha de brinquedos e outros objectos uma prática natural. Além disso, levam com frequência as mãos aos olhos, esfregando-os (o que não admira, pois a conjuntivite causa muita comichão). Quando a infecção está localizada num olho facilmente passa para o outro. E com a mesma facilidade passa para os olhos de um ou mais companheiros de brincadeiras. Daí a importância de a criança ficar em casa até estar completamente livre de infecção.

 

Colírios, modo de uso

O tratamento da conjuntivite passa, quase sempre, pela aplicação de pomadas ou beneficiando também dos colírios e do soro fisiológico. São de aplicação simples, mas, em nome da prevenção, importa adoptar alguns cuidados:

• Lavar bem as mãos, antes de aplicar;

• Deixar cair uma gota na zona afectada e apenas uma de cada vez;

• Fechar os olhos por dois minutos para que o produto se espalhe;

• Não tocar no olho com os dedos ou com o aplicador do frasco ou da bisnaga do medicamento;

• Lavar as mãos após cada aplicação;

• Manter as embalagens bem fechadas e ao abrigo da luz;

• Não guardar o medicamento uma vez findo o tratamento.

Fonte: ANF

Olhos sensíveis

 Olhos sensíveis

 

Costuma dizer-se que os olhos claros são mais sensíveis às agressões exteriores do que os olhos escuros. De facto, assim acontece relativamente à sensibilidade à luz, mas o mesmo não acontece em relação a outros factores de risco.As doenças da idade, os traumatismos, os ultravioletas não se importam muito com a cor dos olhos. É preciso também saber que exposições repetidas a um factor de risco podem ter efeitos a longo prazo. A ausência de lesão ocular imediata não garante, de facto, a imunidade. Aprenda a proteger-se.

 

Os ultravioletas e as crianças

Os adultos protegem os olhos com óculos escuros, mas esquecem que as crianças têm a mesma necessidade. Os olhos das crianças são mais permeáveis à luz, pois a sua pupila é mais larga, a íris menos pigmentada e o cristalino deixa passar mais amplamente os ultravioletas. Antes de um ano, 90 por cento dos ultravioletas atingem a retina e aos 13 anos são ainda 60 por cento.

Embora se saiba que as células das crianças se regeneram mais facilmente, desconhecer-se os efeitos a longo prazo de uma exposição repetida.
O que significa que as crianças também necessitam de óculos de sol. Segundo as normas europeias (5 níveis de filtração para os óculos, de 0 a 4, em função da intensidade solar) é possível encontrar bons óculos contra o sol.

 

Não confundir

É necessário não confundir entre luz visível e ultravioletas. A luz visível encandeia, assinalando que estamos em sobrexposição. Pelo contrário, os ultravioletas não são perceptíveis a olho nu e são precisamente eles que agridem as nossas retinas.

Os problema dos óculos escuros de má qualidade é a perda de sinal de alarme anti-ultravioletas. Protegem do encandeamento, mas não filtram os ultravioletas. Vidros brancos podem filtrar 100% de ultravioletas, enquanto vidros escuros de má qualidade os deixam passar na totalidade.

 

A secura ocular

Por vezes existe mesmo um síndroma seco primitivo, pois os olhos nasceram assim mesmo, mas na maioria dos casos só surge após os 40-50 anos quando a glândula lacrimal se torna menos eficaz. É também mais frequente entre as mulheres que entraram na menopausa e, marginalmente, pode ser associada a certos medicamentos, como os diuréticos, os betabloqueantes, anti-histamínicos, soporíferos, analgésicos, medicamentos para os nervos.

As lágrimas artificiais são o único remédio, obrigatórias durante toda a vida para quem tem uma secura natural. Administram-se em unidoses, em solução um tanto viscosa ou em gel para proteger a superfície do olho. Para pequenos síndromas de secura ocular é aconselhável uma boa hidratação, bebendo muita água.

 

As lentes de contacto são perigosas?

Como são corpos estranhos na vista, se não forem bem lavadas podem provocar infecções, podem provocar conjuntivite e até mesmo abcessos da córnea.

No entanto, as lentes de contacto actuais são de manutenção muito fácil, levam menos tempo a lavar do que os dentes.

 

Reacção à diabetes

O olho é um alvo privilegiado: a diabetes pode-lhe provocar cataratas, um glaucoma e, em certas casos, doenças evolutivas da retina que poderão levar à cegueira.

Com a actual maior vigilância sobre a diabetes, estes problemas têm vindo a diminuir consideravelmente.

 

As cataratas

Habitualmente consideradas como uma doença da terceira idade, as cataratas podem também atingir pessoas (até crianças) expostas a certos riscos: doenças, ferimentos, choques violentos.

Na criança, a catarata pode surgir logo à nascença, sendo congénita ou devido a uma doença contraída pela mãe durante a gravidez (rubéola). A situação é detectável quando a criança apresenta pupilas de cor diferente. A maturação da visão na criança faz-se até aos 5 anos e, se não se intervier a tempo, a criança arrisca-se a ficar com a visão bloqueada, de nada lhe servindo mesmo os óculos mais potentes. Para que atinja uma perfeita maturação visual é necessário remover o cristalino deficiente, equipando-a com óculos ou lentes de contacto, sendo, por vezes, necessário recorrer a um cristalino artificial.

 

As conjuntivites

A conjuntivite viral surge geralmente num contexto epidémico (um aperto de mão a pessoa atingida, a limpeza das mãos a uma toalha contaminada), mas também por auto-contaminação (quando estamos com gripe, o vírus pode infectar os olhos).

A conjuntivite viral caracteriza-se por olhos colados ao acordar, forte inflamação e olhos vivamente encarniçados. Trata-se com colírios antibióticos ou antivirais específicos.

 

Olhos fatigados

Não são forçosamente uma doença. Ler na penumbra, por exemplo, impõe à vista uma compensação da falta de luz, o que acaba por fatigar.

Mais grave é a deficiência de convergência ocular, que permite uma acuidade de visão normal, mas que, ao fim do dia, se traduz por dores de cabeça semelhantes à da sinusite.

Ao fim da tarde, as pessoas começam a bocejar, a esfregar os olhos, sentem picadas, lágrimas, as pálpebras pesadas, a sensação de ter qualquer coisa no fundo dos olhos.
Se estas perturbações persistirem, convém recorrer ao oftalmologista.

 

Na piscina

Nos olhos sensíveis, o cloro utilizado para higienizar as piscinas podem provocar lesões, irritações ou inflamações, que desaparecem habitualmente ao fim de algumas horas. Para os mais sensíveis, melhor será, após o banho, lavarem os olhos com soro fisiológico.

A água da piscina pode ainda provocar conjuntivites ou queratites infecciosas, devido à presença na água de certas micróbios. Assinalaram-se alguns casos de ataques amibianos à superfície do olhos. As pessoas com olhos frágeis e sensíveis deverão banhar-se apenas com óculos de piscina.

Fonte: ANF

Porque Choramos?

 Porque Choramos?

 

Choramos de alegria e choramos de tristeza. Choramos quando cortamos cebola e quando nos entra uma poeira para os olhos. Choramos até lágrimas de crocodilo... Mas serão as lágrimas mesmo necessárias?A resposta é sim. Para simplificar, basta dizer que sem as lágrimas os nossos olhos seriam dolorosos, a luz insuportável e a nossa visão sofreria alterações. Vejamos como e porquê.

As lágrimas são indispensáveis ao funcionamento do olho, na medida em que mantêm a sua superfície (córnea) húmida e a limpam das poeiras e outros corpos estranhos. Protegem-nos mesmo de infecções graças às moléculas anti-bacterianas que possuem.

Sendo a córnea desprovida de vasos sanguíneos – de outra forma não poderia ser transparente – são as lágrimas que a alimentam. De cada vez que piscamos o olho, toda a sua superfície é coberta por este lubrificante natural. Só assim conseguimos fechar o olho sem dor, com a pálpebra a deslizar sobre a córnea sem qualquer atrito.

São também as lágrimas responsáveis pela qualidade da nossa visão, porquanto vão polindo a córnea, ajudando-a a manter-se lisa e transparente. Quando choramos estamos longe de imaginar quão preciosas são as lágrimas. Por vezes, envergonham-nos, traem a nossa insegurança, revelam a nossa dor ou exibem a nossa felicidade, mas são muito mais do que um espelho do que nos vai na alma. Constituem uma barreira eficaz que protege os nossos olhos, uma protecção em três camadas: uma primeira camada do fio lacrimal está em contacto com a córnea, uma segunda é mais aquosa e uma terceira, mais espessa, previne a evaporação, mantendo os olhos sempre húmidos.

Se olharmos para os olhos de um bebé quando ele chora é fácil percebermos pequenas auréolas esbranquiçadas: trata-se de sal. Porque as lágrimas são constituídas em 98 por cento por água, mas o restante é sódio. Por isso, nos sabem a salgado quando escorrem até aos lábios. Por isso também devemos lavar os olhos preferencialmente com soro fisiológico e não com água pura.

 

Os homens não choram?!

Quando choramos o nariz começa a pingar. E porquê? A explicação encontra-se na origem das lágrimas. Elas são produzidas pelas glândulas lacrimais, a mais importante das quais se situa mesmo no rebordo superior das órbitas e fabrica uma grande quantidade de líquido, em resposta aos mais diversos estímulos – do vento à poeira, passando pelas cebolas e, naturalmente, pelas emoções. As lágrimas acumulam-se então ao longo das pálpebras inferiores, escorrendo depois pelo canto interno do olho, por um orifício que desemboca no nariz. Daí que quando os olhos transbordam também o nariz 'chore'...

Segregamos lágrimas em permanência, ao ritmo de 20 mililitros a cada 24 horas. E choramos ao longo de toda a vida, embora haja picos. Durante muito tempo, duvidou-se que os bebés chorassem com lágrimas, mas é verdade. Choramos mal nascemos e atingimos o nosso máximo entre os 10 e os 20 anos, não fora esta a idade das grandes emoções.

Não se sabe se o envelhecimento acarreta uma diminuição da produção de lágrimas, ainda que seja um facto que os idosos se queixam frequentemente de olho seco. O que se sabe é que o volume parece oscilar com o ciclo menstrual, com as mulheres a terem menos lágrimas na semana que antecede as regras. E, espantem-se os que ainda acreditam que os homens não choram, porque eles fabricam mais lágrimas do que as mulheres.

A quantidade de lágrimas varia com a pessoa, havendo algumas que não suportam lentes de contacto precisamente por défice desse líquido tão comum mas ainda tão desconhecido para nós.

Depois há factores ambientais que influenciam: o ar condicionado, o trabalho frente ao monitor de um computador – algumas horas de trabalho contínuo num ambiente destes fazem diminuir o número de piscadelas, logo os olhos ficam mais secos e irritados. Alguns medicamentos também provocam uma quebra na produção de lágrimas, é o caso dos anti-depressivos e dos neurolépticos.

Chorar é uma reacção complexa, mas é, antes de mais, um reflexo, na medida em que a glândula lacrimal depende do sistema nervoso parassimpático, responsável por actividades reflexas como os batimentos cardíacos. Perante um estímulo – uma poeira que agride a córnea ou uma emoção que nos abala o coração – as lágrimas jorram em torrente, por vezes incontroláveis. E a única forma de as travar é pacificar as emoções, o que nem sempre é fácil.

O que é possível é simular um mar de lágrimas: nada melhor do que uma cebola para nos deixar os olhos vermelhos, mais molhados do que o mais intenso dos desgostos.

 

Lágrimas de crocodilo

Provavelmente, já quase todos chorámos lágrimas de crocodilo. E mesmo aqueles que não as verteram sabem o que significam – um choro fingido. O que talvez não saibam é como surgiu esta expressão. Aqui fica, pois, a explicação:
Quando os crocodilos comem uma presa, engolem-na sem mastigar. Para o conseguirem, abrem a boca de tal forma que ela comprime a glândula lacrimal, localizada na base da órbita, o que faz com que lacrimejem. A partir da observação de que estes répteis 'choram' quando engolem a sua presa, passou a dizer-se que as pessoas que choram sem razão, ou por fingimento, derramam lágrimas de crocodilo.

Fonte: ANF

Glaucoma

 Glaucoma

 

O glaucoma crónico de ângulo aberto, o mais frequente, ocorre em dois por cento da população, o que implica cerca de duzentas mil pessoas atingidas em Portugal, a maior parte das quais sem sequer o saberem. Ora, na ausência de tratamento, a evolução para a cegueira é uma certeza absoluta.

O glaucoma é uma enfermidade da vista durante a qual se produz uma alteração das fibras do nervo óptico, o que sucede principalmente em consequência de uma elevação anormal da pressão do líquido que banha o interior do globo ocular e deixa de poder circular normalmente. A pressão no interior da vista aumenta, muitas vezes sem dor, e o campo visual é progressivamente amputado.

Quase não se dá conta do sucedido, a não ser por ocasião de uma visita a um especialista (por exemplo, por causa dos óculos) e que este descubra, por um exame ao fundo do olho, uma alteração do nervo submetido a uma excessiva pressão. Daí a conveniência, após os 40 anos, de consultas oftalmológicas regulares, pelo menos de dois em dois anos.

 

Antecendentes familiares

É indiscutível a existência de um factor familiar que predispõe à doença. Antecedentes de glaucoma na família devem incitar a uma visita ao oftalmologista que procederá a uma medição da pressão intra-ocular.

De qualquer maneira, se a elevação da pressão é o principal factor de risco de alteração do nervo óptico, não é a única. Longe disso. Os factores de risco das doenças cardiovasculares (diabetes, colesterol, hipertensão arterial, tabagismo...) fazem-se sentir sobre o nervo óptico. Se estão presentes, constituem um elemento encorajador para uma maior atenção e um tratamento antecipado.

 

Diminui o campo visual

Os sintomas apresentados pelo paciente são escassos porque a amputação do campo visual é progressiva. É ainda menos perceptível porque a sobreposição dos campos visuais dos dois olhos, embora reduzida, produz uma visão aceitável. O doente pode acomodar-se à situação durante muito tempo. Isto explica que muitos diagnósticos sejam feitos, na ausência de vigilância regular, já num estágio muito tardio, com uma perda de 90 por cento do campo visual.

O aumento da pressão não é sentido e é necessário que seja realmente muito intenso para se sentirem dores de cabeça. E, além disso, certos glaucomas podem ocorrer sem elevação da pressão intra-ocular. O diagnóstico é estabelecido na base da diminuição do campo visual e da alteração do nervo óptico. O oftalmologista verificará sistematicamente a pressão intra-ocular dos seus pacientes com mais de 40 anos e mesmo dos mais jovens, no caso de antecedentes familiares.

A pressão ocular situa-se normalmente entre 10 e 21 mm Hg. Estes números não têm qualquer relação com os da pressão arterial registada no braço. É medida com o tonómetro, um pequeno aparelho que o especialista aproxima ao olho. O exame é completado pela análise da papila, que é "cabeça" do nervo óptico visível no fundo do olho. Imagens do nervo óptico são realizadas por um computador em centros especializados, permitindo comparar melhor o aspecto do nervo entre uma e outra consulta.

Se a pressão se elevou e a papila se alterou, pode tratar-se de um glaucoma, devendo ser proposto um exame ao campo visual para descortinar uma anomalia em fase de início. Os dois olhos devem ser examinados separadamente para evitar a sobreposição de imagens.

 

Dominar a doença

Despistado, o glaucoma deverá ser tratado e vigiado por um especialista. A partir deste momento já não será possível deixar de prestar uma atenção permanente ao doente. Deverá ser examinado de seis em seis meses e avaliado o seu campo visual até ao fim da vida. O oftalmologista aproveitará para medir a acuidade visual, ao perto e à distância, com e sem correcção, a pressão intra-ocular, o ângulo irido-córneo e para examinar o fundo do olho.

Apreciará, se necessário, a espessura da córnea, que tem influência sobre os resultados da medida da pressão intra-ocular.

Não há cura para o glaucoma, como, de resto,para a diabetes ou a hipertensão arterial e não será possível recuperar o campo visual perdido. Estabelecido o diagnóstico, é possível, pelo contrário, dominar a doença e, se este ocorrer precocemente e o tratamento avaliado regularmente, pode esperar-se que não surja uma degradação do campo visual.

 

Porquê o glaucoma?

O humor aquoso, que é diferente das lágrimas segregadas para o exterior pela vista, é produzido pelo corpo ciliar situado por trás da iris, na câmara posterior do olho. Escorre, seguidamente, pela abertura pupilar para a câmara anterior. Por último, é evacuado ao nível do ângulo formado pela íris e a córnea e vai entrar na circulação sanguínea geral. É neste ângulo que a situação se pode deteriorar, transformando-se em glaucoma crónico de ângulo aberto ou em glaucoma de ângulo fechado. Se a evacuação natural do humor aquoso se torna impossível, a pressão intra-ocular aumenta. Este é um dos principais sintomas do glaucoma.

 

Urgência absoluta

Há varios factores de risco: um olho demasiado pequeno, a emoção, a idade, o sexo (as mulheres são mais atingidas do que os homens), certos medicamentos, uma catarata... A dor é forte, muitas vezes associada a vómitos e sempre com uma baixa da acuidade visual. O olho apresenta-se encarnado e duro. O tratamento é urgente: é a única urgência oftalmológica, para além dos traumatismos acidentais.

Fonte: ANF