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Pílula do dia seguinte

 Pílula do dia seguinte

 

É o receio de estar grávida após uma relação sexual desprotegida ou mal protegida que justifica a contracepção de emergência nunca como método contraceptivo regular.

 

Uma contracepção muito particular

A contracepção de emergência destina-se a evitar uma gravidez como consequência de uma relação sexual desprotegida, ou seja, quando, por exemplo:

- nenhum dos parceiros utilizou contraceptivo: houve esquecimento na toma da pílula, que ultrapassou o atraso máximo permitido.

- o preservativo foi usado incorrectamente, foi mal colocado ou rompeu-se

- o dispositivo intra-uterino (DIU) se desloca: o anel vaginal é expulso antes do tempo.

 

Uma questão de ciclo

Qualquer mulher, desde que sexualmente activa, pode engravidar. É, pois, importante compreender o ciclo menstrual e saber que:

- A fertilidade manifesta-se através do ciclo menstrual, variável de mulher para mulher e em cada mulher.

- Cada ciclo pode variar entre cerca de 21 e 32 dias, sendo que a média é de 28 dias.

 

Pílula

- Cada ciclo começa com o primeiro dia de menstruação e termina precisamente antes da menstruação seguinte.

- Evolui em 3 fases: a folicular (desde o primeiro dia da menstruação até à maturação do óvulo), a ovulatória (corresponde à libertação do óvulo e ao período fértil) e a luteínica (dura até ao período menstrual seguinte).

- Este ciclo é interrompido se houver fecundação.

 

Método para o dia seguinte

Uma gravidez é mais provável no período fértil da mulher, mas pode acontecer em qualquer fase do ciclo menstrual.

Na ausência ou falha da contracepção, é possível recorrer a um método de emergência: a chamada pílula do dia seguinte.

Esta pílula está disponível, sujeita a receita médica ou por indicação farmacêutica (não sujeita a receita médica), sendo a forma de tomar variável de marca para marca.

 

Para um uso eficaz

A pílula do dia seguinte deve ser tomada o mais cedo possível após a relação sexual desprotegida:

- Até um máximo de 72 horas (3 dias), sendo que a eficácia vai diminuindo ao longo do tempo.

- Se houver vómito nas três horas após a toma, esta deve ser repetida.

A pílula do dia seguinte pode produzir alguns efeitos secundários: náuseas e vómitos, tonturas, fadiga, dores de cabeça e pequenas hemorragias vaginais.

 

Previne a gravidez mas...

A contracepção de emergência actua sobre a ovulação, atrasando ou, inibindo a libertação do óvulo, sobre a fertilização impedindo o espermatozóide de atingir o óvulo, ou sobre a nidação, impossibilitando a implantação do ovo na parede do útero, impedindo assim uma gravidez.

Contudo, se já tiver havido nidação, não tem qualquer efeito sobre a gravidez..

Não impede também que haja uma gravidez se a relação sexual desprotegida se repetir. Assim, é fundamental após a toma da pílula do dia seguinte utilizar o preservativo até ao aparecimento da menstruação seguinte e, caso faça contracepção hormonal regular deve continuar. A pílula do dia seguinte pode atrasar a menstruação, mas se ela não ocorrer deve efectuar um teste de gravidez.

 

O último recurso

A pílula do dia seguinte não é isenta de contra-indicações, por isso informe-se junto do farmacêutico.

Apesar de uma eficácia elevada, a sua toma não protege contra uma gravidez resultante de relações sexuais futuras nem contra doenças sexualmente transmissíveis. Não deve repetir a toma no mesmo ciclo menstrual, nem utilizá-la como um contraceptivo regular.

Se teve relações sexuais desprotegidas e acha que podes estar grávida, dirija-se a uma farmácia: o farmacêutico pode esclarecer as suas dúvidas sobre contracepção oral de emergência, respectiva eficácia e modo de utilização. Pode ainda aconselhar sobre os métodos contraceptivos regulares existentes e encaminhar para uma consulta de planeamento familiar se necessário. Com a garantia de confidencialidade.

Contracepção

 Contracepção - Sexualidade sem erros

 

Planear a família

Qualquer relação sexual contém em si mesma a possibilidade de uma gravidez. Nem que seja a primeira vez, nem que seja uma única vez.

A sexualidade faz parte da vida de homens e mulheres, devendo ser assumida de uma forma responsável. O que passa pelo planeamento familiar: por decidir qual o melhor momento para ter filhos, quantos filhos se desejam e a que intervalos. Sem planeamento corre-se o risco de uma gravidez indesejada e das consequências a ela associadas.

A contracepção permite planear a família, devendo ser praticada a partir do início da vida sexual. E assumida a dois: porque a sexualidade também se faz a dois!

 

A cada um o seu método

Não há um método contraceptivo ideal. A escolha é individual e determinada por factores como o estado de saúde, a frequência da actividade sexual, o número de parceiros, o risco face à exposição a doenças sexualmente transmissíveis e o desejo de engravidar no futuro.

Além dos métodos considerados naturais - método do calendário, método das temperaturas basais, e método do muco cervical - em que há ausência de relações sexuais durante o período fértil da mulher, estão hoje disponíveis métodos não hormonais e hormonais:

 

Não hormonais - são os chamados métodos de barreira:

Preservativo masculino – coloca-se antes da relação sexual; é o melhor método para proteger contra as doenças sexualmente transmissíveis.

Espermicidas – sob a forma de cremes, cones, espumas ou comprimidos vaginais, aplicam-se antes da relação sexual.

Dispositivo Intra-Uterino (DIU) – inserido no útero pelo médico, pode permanecer no útero de 1 a 10 anos.

 

Hormonais– são os mais eficazes e existem sob a forma de:

Pílula – deve ser tomada numa base diária e regular; existem diferentes tipos, e, numa primeira utilização é aconselhável uma consulta médica, pois nem todas as mulheres podem adoptar este método.

Adesivo – aplica-se na pele, um por semana durante três semanas, sendo que na quarta surge a menstruação.

Implante subcutâneo – aplica-se no antebraço mediante uma pequena cirurgia, podendo permanecer por 3 a 5 anos.

Solução injectável – consiste numa injecção intramuscular de 3 em 3 meses.

Anel vaginal – inserido pela mulher, mantém-se na vagina por 3 semanas e deve ser retirado na quarta.

 

Minimizar o risco

Nenhum método contraceptivo oferece protecção total contra uma gravidez durante todo o tempo. A eficácia pode ser posta em causa por falha do próprio método ou devido a um uso incorrecto. As situações mais comuns são o esquecimento da pílula e a ruptura do preservativo.

Para que a contracepção seja eficaz é importante que seja utilizada correctamente: leia as instruções relativas ao método que escolheu, esclareça as suas dúvidas com o médico ou o farmacêutico.

Há ainda a chamada contracepção de emergência, último recurso quando o método praticado falha, na medida em que existe uma pílula concebida para esse efeito. Deve, contudo, ser a excepção, não a regra.

 

Contracepção - sexualidade sem sobressaltos

Esta farmácia cuida de si com a ajuda do seu farmacêutico!

A contracepção é um acto de responsabilidade em defesa do bem-estar e da saúde. Para o/a ajudar nesta decisão, conte com o aconselhamento farmacêutico sobre os diferentes métodos contraceptivos, sua eficácia e modo de uso, sobre aqueles que também protegem contra as doenças sexualmente transmissíveis. Planeie a sua família sem sobressaltos!

Sabe como falar com o seu filho?

  Sabe como falar com o seu filho?

 

Num mês em que se comemora o Dia dos Namorados, torna-se de extrema relevância a abordagem a um tema que atormenta a cabeça de muitos pais. Talvez por vergonha ou pela educação que receberam, muitos pais não sabem como conversar com o seu filho sobre sexo. No entanto, não nos esqueçamos que a sexualidade vai muito para além da anatomia ou fisiologia. A resposta sexual de cada um depende da sua educação, da identidade e orientação sexual, da personalidade e dos pensamentos, dos sentimentos e das relações estabelecidas. Mas o mais importante é que as experiências e vivências da sexualidade sejam sempre fontes de bem-estar!

Corpo dos adolescentes...um corpo em mudança

As mudanças que ocorrem logo no início da puberdade vão desde a forma de ver a vida e entender as pessoas, até às alterações corporais e a forma como se sentem com o seu corpo. Muitos rapazes e raparigas não lidam bem com o corpo nesta fase, sentindo-se perdidos ou até desconfortáveis. Não gostam das borbulhas que aparecem de repente, da voz que às vezes sai grave outras vezes sai fininha, dos seios que se começam a desenvolver, do crescimento do pénis, da ocorrência da primeira menstruação, do aparecimento dos pelos...O desejo, muitas vezes, é que passe depressa. E passa! O mais importante é aceitar que são crianças a crescer e a tornarem-se homens/mulheres.

As relações com os amigos e com os pais

O desejo de ser aceite e admirado pelos outros assume uma grande importância para o próprio adolescente. Deste modo, os pais devem ter um papel interveniente nesta fase, dando a sua opinião em relação aos amigos, explicando que é importante saber dizer que não quando necessário, saber dizer que não concorda, que não faria da mesma forma, que não está disponível para isto ou para aquilo. Porém, as amizades que se constroem podem crescer, modificar-se ou até mesmo acabar. Por vezes um(a) grande amigo(a) vai viver para outra localidade, pode apaixonar-se e estar mais tempo com o(a) namorado(a), etc. Todos estes acontecimentos podem ser "traumáticos" para um adolescente, que de um momento para o outro, perde "a única pessoa que o compreende".

As alterações comportamentais dos adolescentes podem ocasionar conflitos familiares. A maioria dos jovens começa a formar as suas próprias opiniões e passam a não aceitar que os pais imponham a sua vontade. Assuntos como os estudos, namoros e diversão, passam a ser fonte de discordância, podendo mesmo levar a discussões e desentendimentos. É necessário que os pais deem espaço para que o adolescente entenda a responsabilidade que tem perante as suas atitudes, ao mesmo tempo que os corrigem de comportamentos errados. Devem procurar o diálogo com o adolescente e aplicar sanções de acordo com o erro cometido, ou seja, primeiro os pais devem ouvir o que o filho tem para dizer, entender o seu ponto de vista e, só depois, decidir qual a atitude a tomar.

Homossexualidade

Algumas pessoas dão-se conta dos seus sentimentos muito cedo, mas outras não. No entanto, durante a adolescência podem surgir com mais frequência diversas dúvidas relacionadas com a orientação sexual e nem sempre é fácil para os pais acompanharem estas dúvidas. O mais importante a ser tido em conta é que o(a) jovem se sinta seguro(a) e confortável com a sua orientação, mas para isso, é necessário que haja um total apoio por parte dos pais, familiares e amigos. Existem inúmeros casos de pessoas que crescem e vivem sem esta rede de apoio, sendo muito importante a ajuda de associações especializadas e profissionais de saúde que podem atuar diminuindo sinais de sofrimento, tentando compreender o que a pessoa sente, e trabalhando estratégias ao nível das competências pessoais e sociais para lidar com as dificuldades que possam surgir.

A primeira vez

São muitas as espectativas ligadas à primeira relação sexual. É o querer que corra tudo na perfeição, que seja o momento ideal. É muito importante que o adolescente não seja induzido a ter uma primeira relação sexual, até porque em determinadas situações, esta primeira vez tem a capacidade de condicionar a vida sexual futura. Também é frequente que a primeira relação tenha lugar em determinadas condições que, normalmente, não são as mais adequadas. Rapidez, desconforto, medos ou insegurança fazem com que, por vezes, esta experiência não seja nada satisfatória. Assim, os pais devem saber explicar aos seus filhos que não existe uma idade certa, nem uma hora ou um espaço aconselhado, que não tem de ser na mesma altura que o(a) amigo(a), e que tudo depende dos sentimentos, do desejo, da segurança, do sentido de responsabilidade e da maturidade física e afetiva.

Os riscos associados e a importância da proteção

Ser adolescente é procurar a independência, a autonomia, a própria maneira de estar, o próprio prazer, mas isso não significa que se tenham de correr riscos desnecessários. É neste contexto que a intervenção de pais, irmãos mais velhos e até educadores, se torna imprescindível. Uma gravidez indesejada ou uma doença sexualmente transmissível (HIV/SIDA, HPV, Sífilis, Gonorreia, Herpes, Hepatite, etc), são os principais riscos a analisar e para os evitar há que educar os jovens em relação aos métodos contracetivos. O primeiro método de proteção a ser considerado é o preservativo, que sendo um contracetivo de barreira, constitui uma forma segura e natural de proteção, isto quando usado corretamente.

Pensar que só acontece aos outros e que o amor tudo defende, é errado...até porque amar também é proteger!

Os diversos métodos contracetivos

Para além do preservativo, existem várias alternativas às quais recorrer para que uma relação sexual prossiga de forma segura, tais como:

  • Pílula
  • Dispositivo intrauterino (DIU)
  • Implante
  • Anel vaginal
  • Adesivo transdérmico
  • Contraceção hormonal injetável
  • Diafragma (não comercializado em Portugal)

A pílula é um método contracetivo hormonal, que contém hormonas sintéticas semelhantes às produzidas pelos ovários – estrogénio e progesterona. Por ser um medicamento, deve ser sempre aconselhada por um profissional de saúde. A pílula tem um índice de eficácia muito elevado, uma vez que atua por inibição da ovulação, deixando de haver a verdadeira menstruação. A maioria é tomada durante 21 dias consecutivos, seguidos de um período de pausa de 7 dias no qual poderá ocorrer a chamada hemorragia de privação. Findo o período de pausa, recomeça-se uma nova embalagem (8º dia), mesmo que não tenha ocorrido a hemorragia. O comprimido deve ser tomado aproximadamente à mesma hora, mantendo-se assim a eficácia contracetiva durante todos os dias do mês.

O DIU é um pequeno dispositivo que é introduzido na cavidade uterina, por um técnico de saúde, cujo mecanismo de ação é dificultar a entrada dos espermatozoides no útero e provocar uma reação "inflamatória" que impede a nidação (fase em que o embrião se fixa no endométrio).

O implante é um método contracetivo de longa duração que utiliza apenas um progestativo (hormona semelhante à progesterona), e que tem como funções inibir a ovulação e tornar o muco cervical espesso. Ao ser colocado por baixo da pele (implante intradérmico), vai libertando hormonas de forma gradual e contínua.

A contraceção hormonal em forma de anel – anel vaginal – é inserido na vagina pela mulher e liberta continuamente hormonas para a corrente sanguínea, inibindo assim a ovulação. Deve ser colocado no 1º dia da menstruação e permanecer durante 3 semanas. Segue-se um intervalo de uma semana, até colocar um novo anel, no qual surge uma hemorragia de privação.

O adesivo transdérmico é colocado na pele (braços, costas, abdómen ou nádegas), e funciona libertando continuamente hormonas através da pele para a corrente sanguínea. É colocado no 1º dia de menstruação e mantém-se durante 3 semanas consecutivas (um adesivo por semana) e, tal como a pílula, descansa-se na 4ª semana.

A contraceção hormonal injetável consiste na toma de uma injeção que atua com um efeito semelhante ao da pílula, isto é, inibe a ovulação, e deve ser tomada de 3 em 3 meses.

Por último, o diafragma é um método contracetivo de barreira, que ao ser colocado na vagina, bloqueia a abertura cervical, impedindo que os espermatozoides alcancem o útero.

Contraceção de emergência

Este método contracetivo, vulgarmente designado por "pílula do dia seguinte", apenas deve ser utilizado após uma relação sexual não protegida, quer por não ter sido utilizada contraceção, quer por esta ter falhado. Esta pílula deve ser tomada nas horas seguintes à relação, até um período máximo de 120 horas. A sua eficácia vai diminuindo à medida que o tempo passa, devendo sempre ser tomada nas primeiras 24 horas.

Consulta ginecológica

A primeira avaliação do desenvolvimento biológico e sexual dos rapazes e das raparigas é feita por volta dos 9-10 anos, no pediatra ou médico de família, onde se avalia o desenvolvimento mamário, testicular e outros sinais. No caso das raparigas, o aparecimento da menarca (1ª menstruação) corresponde a uma nova consulta. A ida à ginecologista deve ser feita anualmente, principalmente após o início das relações sexuais. Nestas consultas pode ser feito um exame ginecológico como prevenção do cancro do colo do útero, denominado "Teste de Papanicolau", que consiste na coleta de material do colo uterino, que é posteriormente analisado por um citopatologista ao microscópio. Nos rapazes são feitos outros tipos de exames, nomeadamente a avaliação do crescimento testicular.

Para que possa viver uma experiência agradável e gratificante, sem que ocorra algum problema, o seu filho(a) deve estar informado(a) e pensar sobre o assunto. Este processo faz parte do seu crescimento e influenciará a pessoa em que ele(a) se tornará. Por isso, nada melhor de que serem os pais, que o(a) conhecem melhor que ninguém, a prepará-lo(a) para esta etapa de vida. Todos já fomos jovens um dia!!

 

Fonte: Dra. Margarida Figueiredo - Farmácia do Calvário